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Conmebol apoia reeleição de Infantino na Fifa de olho em sediar a Copa 2030

Infantino pode ser um aliado importante da candidatura da América do Sul para sediar a Copa 2030, em uma disputa que deve ser bastante acirrada

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, recebeu apoio da Conmebol para um terceiro mandato à frente da entidade, em eleição eu acontece em março. Todos os países da entidade decidiram, unanimemente, apoiar Infantino, que se tornou presidente da Fifa pela primeira vez em 2016 e foi reeleito em 2019. O apoio tem um interesse claro: conquistar a simpatia do dirigente para que a América do Sul sedie a Copa do Mundo de 2030, que tem uma candidatura conjunta de Uruguai, Argentina, Chile e Paraguai. Por isso que Infantino estava na Neo Química Arena para o primeiro jogo da final da Copa do Brasil, entre Corinthians e Flamengo.

A decisão sobre quem sediará a Copa não depende do presidente da Fifa, e sim uma votação com todos os 211 integrantes. Ainda assim, contar com o apoio de Infantino facilita a campanha dos sul-americanos junto a outros continentes, especialmente a Ásia e a Concacaf, que são muito numerosas. Ainda mais com o conflito mais evidente entre a Uefa e a Fifa, ainda que a Conmebol também tenha suas divergências com a entidade, como falaremos à frente.

A disputa para sediar o evento será grande, com a candidatura ibérica de Portugal e Espanha (que ganhou recentemente uma maluca participação a Ucrânia). Há ainda a possibilidade de uma candidatura com Grécia, Egito e Arábia Saudita. A Uefa pretende apoiar apenas uma candidatura e a ibérica é favorita para receber esse endosso e tem tudo para ganhar muito apoio, já que a Uefa é uma entidade influente e poderosa.

Presidente da Fifa, Gianni Infantino, antes do jogo entre Corinthians e Flamengo na Copa do Brasil (PAULO PINTO/AFP via Getty Images)

O apoio da Conmebol não é o primeiro para a reeleição de Infantino: a Confederação Africana de Futebol, CAF, também já apoiou o atual dirigente para seguir no cargo. O apoio veio também de forma unânime no caso dos africanos, que 54 integrantes, em agosto de 2021. É muito provável que a Uefa queira ter um candidato próprio à eleição da Fifa, ainda que Infantino seja um ítalo-suíço. Estar ao lado de Infantino, portanto, pode ter seu peso para a Conmebol.

“Após uma troca de visões sobre o presente e o futuro do futebol sul-americano e mundial, Infantino recebeu apoio unânime dos membros da Conmebol”, diz comunicado da entidade que dirige o futebol sul-americano.

“Depois de participar da inauguração do Centro de Alto Rendimento Feminino da APF (Associação Paraguaia de Futebol), o presidente da Fifa, Gianni Infantino encontrou com os membros do Conselho da Conmebol, na sede da confederação, em Luque, no Paraguai”, declarou.

Recentemente, a Conmebol entrou em rota de conflito com a Fifa com a ideia de promover uma Copa do Mundo a cada dois anos. resultou na Finalíssima, confronto entre os campeões da Copa América e da Eurocopa – que acabaria com vitória da Argentina sobre a Itália. A versão feminina acontecerá em abril, também em Londres, envolvendo o Brasil e a Inglaterra. Uefa e Conmebol ainda ensaiam uma Liga das Nações em conjunto, o que complica ainda mais a ideia de Copa a cada dois anos da Fifa.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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