Conheça os possíveis rivais do Atlético no Mundial de Clubes
O Atlético Mineiro já sabe que pegará um adversário tarimbado na semifinal do Mundial de Clubes. Estreante na competição internacional, o Galo terá pela frente Monterrey, Raja Casablanca ou Auckland City. O sorteio do torneio foi realizado nesta quarta-feira, no Marrocos, e colocou no caminho dos brasileiros três clubes que já estiveram em edições anteriores do torneio.
Do outro lado da chave, o Bayern Munique ainda espera a definição dos torneios continentais para saber quem poderá enfrentar. Guangzhou Evergrande e Seoul estão da decisão da Liga dos Campeões da Ásia. Já na África, as semifinais são disputadas entre Al Ahly, Coton Sport, Espérance e Orlando Pirates. Os possíveis rivais dos alemães podem até ser mais fortes, mas somente Al Ahly e Espérance estiveram em outros Mundiais.
Quais as virtudes de cada um dos possíveis adversários do Atlético no Marrocos? Confira uma breve análise dos campeões da Concachampions, da Liga dos Campeões da Oceania e do Campeonato Marroquino:
– Monterrey
Se o Atlético Mineiro sofreu para passar pelo Tijuana na Libertadores, deve abrir ainda mais os olhos para o Monterrey. Segundo clube a se tornar tricampeão na Concacaf, porém, os Rayados ficaram abaixo do esperado nas suas duas participações no Mundial. Em 2011, foram eliminados nas quartas de final pelo Kashiwa Reysol, nos pênaltis. Já no ano passado, a equipe não resistiu a força do Chelsea nas semifinais.
A base do time mantém praticamente intactos os destaques das outras participações, como Humberto Suazo, César Cardozo e José María Basanta – as principais perdas foram do goleiro Jesus Corona e do artilheiro Aldo de Nigris. Problema maior é que o clube passou por uma transformação sensível nos últimos meses, com a saída do técnico Victor Manuel Vucetich. E se a Concachampions foi conquistada com certas sobras, o sucesso parece ter ficado para trás. O Monterrey é apenas o 13º colocado no Clausura Mexicano, com apenas três vitórias em 13 rodadas. Como devem ficar de fora dos playoffs, a dedicação ao Mundial deverá ser ainda mais intensa.
– Auckland City
Nenhum outro clube disputou tantas vezes o Mundial de Clubes. O Auckland City vai para a sua quinta edição do torneio, embora a experiência não signifique grandes campanhas – nos dois últimos anos, sequer passaram às quartas de final. Ainda assim, o semiamadorismo da OFC não coloca grandes ameaças aos neozelandeses, tricampeões continentais. Neste ano, o Auckland penou para passar da fase de grupos, mas goleou nas semifinais e venceu o dérbi contra o Waitakere na decisão. Vice-campeão nacional, a equipe mantém algumas figurinhas carimbadas do Mundial, como o atacante Adam Dickinson, o zagueiro Ivan Vicelich e o técnico catalão Ramon Tribulietx – embora o atacante Manel Expósito, protagonista do time nos últimos anos, tenha se transferido ao futebol belga.
– Raja Casablanca
Anfitrião, o Raja Casablanca retorna ao Mundial depois de 13 anos. Adversário de Corinthians e Real Madrid em 2000, os alviverdes voltaram do Brasil sem uma vitória sequer. Agora, tendo o Auckland City pelo caminho, a expectativa é chegar pelo menos às quartas. Reestruturada recentemente, a equipe dominou a última edição do Campeonato Marroquino, mantendo a liderança em 27 das 30 rodadas. O problema é que o início dessa temporada não é muito animador, com apenas uma vitória em cinco jogos. Treinado por Mhamed Fakhir, considerado um dos maiores jogadores da história do clube, as Águias têm como destaques o meia Merouane Zemmamma, trazido do Middlesbrough em agosto, e o atacante Yassine Salhi, autor de oito gols em 12 jogos pela seleção marroquina.






