Boca Juniors foi ao mercado e volta à reta decisiva da Libertadores com mais força ainda

O Boca Juniors oscilou bastante em sua arrancada na Libertadores. Os xeneizes demoraram quatro rodadas para conquistar a primeira vitória, antes de deslancharem na fase de grupos e passarem por cima do Cerro Porteño nas oitavas de final. Mas nas quartas, a equipe voltou a sofrer diante do Nacional do Uruguai, acumulando dois empates e avançando apenas nos pênaltis. Irregularidade que os torcedores esperam ser passado. Afinal, o Boca volta bem mais encorpado para a parte final da competição sul-americana. Se a pausa para a Copa América permitiu que os clubes se reforçassem, a diretoria dos argentinos levou mesmo a sério a possibilidade: quatro novos nomes foram trazidos durante a pausa. Destaque para o atacante Darío Benedetto, herói do América do México na conquista de duas Concachampions.
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Revelado pelo Arsenal de Sarandí, Benedetto nunca fez uma grande temporada na elite do Campeonato Argentino. O centroavante só despontou no México, inicialmente contratado pelo Tijuana. Já em 2014, chegou ao América. Anotou 26 gols pelo clube da capital, nove deles na Concachampions. E o argentino foi o grande destaque no título continental de 2015: marcou quatro tentos nos 6 a 0 sobre o Herediano nas semifinais, após derrota na ida por 3 a 0, enquanto deixou sua tripleta no segundo jogo da decisão, contra o Montreal Impact. Mesmo sem ser um jogador alto, o camisa 9 combina potência física e presença de área. Uma arma e tanto para acompanhar Carlos Tévez, ajudando a suprir a ausência de Cristián Pavón, expulso após o gol contra o Nacional na Bombonera.
Para o ataque, também chega Walter Bou (irmão mais novo de Gustavo, do Racing), uma boa aposta depois de se marcar gols importantes pelo Gimnasia y Esgrima no último campeonato. O meio ganha Fernando Zuqui, nome conhecido do Godoy Cruz, que vem de uma boa temporada com o clube de Mendoza e era pretendido também pelo River Plate. Já na zaga, o reforço é Santiago Vergini, zagueiro que atingiu seu ápice com o Newell’s Old Boys de Tata Martino e até defendeu a seleção principal. Contudo, o jogador de 27 anos não vingou como o esperado na Europa e acabou vendido pelo Sunderland. Além dele, também é importante ressaltar que os xeneizes renovaram os empréstimos do zagueiro Fernando Tobio e do lateral Jonathan Silva, peças recorrentes na equipe.
E, por outo lado, não houve qualquer perda relevante ao Boca Juniors para a sequência da Libertadores. Pablo Osvaldo saiu após entrar em atrito com Guillermo Barros Schelotto, mas jogou pouco em sua segunda passagem pela Bombonera. No mais, Fernando Gago permanece no departamento médico. Mas os portenhos tiveram tempo hábil para recuperar Nicolás Lodeiro, primordial na construção de jogo.
Até o momento, a excelente campanha referenda o Atlético Nacional como principal candidato à Libertadores. Mas, além de toda a tradição, dá para dizer que o Boca Juniors também não está para brincadeira. Tevez é o grande astro, mas conta com boas companhias ainda mais agora. E também com um técnico gabaritado, depois da nomeação de Schelotto para o cargo. É ver como as novas peças se encaixam neste momento decisivo, já que o Boca disputou apenas um jogo oficial desde maio. De qualquer maneira, as expectativas são altas.



