Argentina

Usou replay? Árbitro volta atrás em pênalti e expulsão e causa confusão na Argentina

O placar estava 1 a 1, pelo Campeonato Argentino, quando o árbitro Germán Delfino assinalou pênalti por ter visto um toque de mão de Rosero Valencia, do Arsenal de Sarandí, em uma tentativa de cabeçada de Mariano Pavone, do Vélez Sarsfield. O infrator levou o segundo cartão amarelo pelo lance e foi expulso. Depois de muitas reclamações e a instantes da cobrança do pênalti, o apitador voltou atrás, rescindiu o cartão amarelo de Valencia e o mostrou a Pavone.

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Delfino afirmou que mudou a sua decisão em consulta com o resto da equipe de arbitragem, e que demorou para ouvir o que estavam dizendo porque os gritos dos jogadores do Arsenal reclamando estavam muito altos. Mas por que o assistente ou o quarto árbitro não sinalizaram que havia alguma coisa errada? E demorou cinco minutos para ele conseguir ouvir os seus companheiros? Por que não se afastou um pouco e pediu um segundo de silêncio para os exaltados?

Coincidentemente, o árbitro voltou atrás assim que o técnico Martín Palermo e o seu assistente Abbondanzieri gritaram no ouvido do quarto árbitro e depois que a televisão mostrou o replay da jogada, na qual claramente quem toca bola com a mão é Pavone, e não Valencia. O próprio Abbondanzieri afirmou depois da partida que descobriu o que havia acontecido porque alguém ligou para o celular de outro membro da comissão técnica do Arsenal.

Usar a tecnologia para reverter uma marcação de campo é proibido pela Fifa, como lembrou o diretor de árbitros da AFA, Miguel Scime, que apoiou Delfino, apesar da confusão, e negou que ele tenha usado o replay. “Ele me disse que não usou a tecnologia. Não há um televisor dentro do campo para que os árbitros possam ver”, disse à ESPN radio.

Porém, se a mudança de decisão saiu do quarto árbitro, avisado pela comissão técnica do Arsenal, que recebeu a informação pelo celular depois que alguém viu o lance pela televisão, foi, sim, uma interferência externa com o uso indireto da tecnologia, mesmo que os árbitros nunca admitam isso. Pelo menos, a partida acabou vencida pelo Vélez por 2 a 1, e a confusão de Delfino não influenciou no resultado.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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