Argentina

Para homenagear Tata Brown, os capitães na Argentina repetiram seu eterno gesto durante o minuto de silêncio

José Luis Brown teve sua vida marcada por um gol e por um gesto. O zagueiro argentino, autor de um dos tentos na decisão da Copa do Mundo de 1986, disputou boa parte daquele jogo com o ombro luxado. Recusou-se a deixar o gramado e, para “imobilizar” o braço machucado, fez um furo no centro de sua camisa, onde apoiou o polegar. A imagem heroica de Brown foi bastante lembrada ao longo da última semana, após a notícia da morte do veterano, aos 62 anos. E seu famoso ato rendeu uma tocante homenagem durante a rodada do Campeonato Argentino neste final de semana.

Todos os jogos da Superliga realizaram um minuto de silêncio em tributo a José Luis Brown. Porém, o respeito conseguiu ir além, graças ao seu simbolismo. Todos os capitães entraram em campo com a camisa furada na altura da barriga e repetiram o gesto do zagueiro durante o minuto de silêncio. Alguns até mesmo simularam abrir o furo com os dentes, como fizera o defensor no Estádio Azteca. Uma maneira belíssima de relembrar a história do campeão do mundo e também representar sua importância ao futebol argentino.

Além do mais, as homenagens renderão um alento à família de Tata Brown. As camisetas dos capitães estavam autografadas pelos elencos. Elas doadas aos familiares, em iniciativa realizada pela própria Superliga. O ex-zagueiro passou os últimos meses de sua vida internado, por conta das complicações neurológicas provocadas pelo Mal de Alzheimer. Principal clube da carreira de Brown, o Estudiantes vestirá uma camisa preta em sinal de luto nesta segunda-feira, quando enfrenta o Independiente.

Sobre a história de Brown, vale ainda conferir o especial feito pelo Futebol Portenho em 2016, na ocasião dos 60 anos do defensor.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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