ArgentinaMundial de Clubes

Oito mil fanáticos pelo River transformaram a rua principal de Osaka em pedaço do Monumental

É impossível não se contagiar. A Copa Libertadores é o objeto de desejo para qualquer grande clube da América do Sul. Ainda assim, a presença no Mundial de Clubes serve como motivação extra no imaginário da torcida. Viajar até o outro lado do planeta e poder provar a força contra os europeus. Oportunidade rara que, nos últimos anos, motivou milhares de sul-americanos atravessarem o oceano para apoiar o seu time. E que não é diferente com o River Plate. Os Millonarios, inclusive, já impressionam pela maneira como têm ocupado as ruas de Osaka, às vésperas da estreia contra o Sanfrecce Hiroshima.

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Nesta terça, não houve japonês que não percebesse a presença massiva dos argentinos no país para o Mundial. Oito mil torcedores invadiram a avenida principal de Osaka, iluminada pelos painéis eletrônicos das lojas e das propagandas, para fazer uma festa ao melhor estilo sul-americano. O “banderazo” espalhou trapos alvirrubros pelo caminho que percorria o ônibus da equipe, voltando do treino de reconhecimento ao estádio. E, obviamente, os jogadores millonarios também participaram da ebulição, somando suas vozes aos tradicionais cânticos.

Foi o primeiro encontro do River com sua torcida desde o desembarque do time ao Japão. “Queremos estar com eles, pelo sonho das pessoas que viajaram e deixaram muitas coisas para trás. Até se endividaram para viver esta experiência. Temos que valorizar o esforço dos que vieram e também dos que não puderam fazer isso. Vamos nos encher desta paixão”, afirmou o técnico Marcelo Gallardo.

São esperados 15 mil torcedores do River Plate no Japão, superando o recorde entre os clubes argentinos. Em 2000, cerca de 10 mil xeneizes foram ver o Boca Juniors derrotar o Real Madrid no antigo Mundial Interclubes. O primeiro desafio dos millonarios acontece nesta quarta-feira, no Estádio Nagai. Se vencer o Sanfrecce Hiroshima, a equipe de Gallardo decide o título no domingo, no Estádio Internacional de Yokohama, contra Barcelona ou Guangzhou Evergrande.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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