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Sanfrecce pegará o River Plate com condições de se tornar o maior orgulho do Japão em Mundiais

Poucas vezes a J-League teve um time tão dominante quanto o atual Sanfrecce Hiroshima. Os púrpuras conquistaram três das últimas quatro edições do Campeonato Japonês,  contando com uma equipe de consistência coletiva e bons destaques individuais. Porém, o clube da Mazda não conseguiu registrar o mesmo sucesso nos torneios internacionais. Perdeu nas quartas de final do Mundial de Clubes de 2012, enquanto não passou das oitavas de final da Liga dos Campeões da Ásia. Agora, o Sanfrecce tem a chance de justificar sua reputação. Eliminou o Mazembe com vitória categórica por 3 a 0 e pegará o River Plate na semifinal do Mundial. E com a esperança de ir além.

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Apesar do alto investimento e dos bons jogadores à disposição, o Mazembe não fez frente ao Sanfrecce neste domingo. Os africanos demonstraram enorme dificuldade no jogo aéreo, o que acabou sendo determinante nos três gols japoneses. A partir de dois escanteios, o time da casa balançou as redes duas vezes entre o final do primeiro tempo e o início do segundo, com Shiotani e Chiba. Já no final, uma ótima construção coletiva terminou no tento derradeiro do talismã Asano, autor do gol do título na J-League. E pela vontade que os púrpuras demonstraram nos minutos finais, até cabia mais.

Depois de poupar titulares importantes na estreia, o Sanfrecce mostrou as suas credenciais no Mundial. É um adversário que exige cuidados do River Plate. Obviamente, o time de Marcelo Gallardo não deve sofrer com as mesmas fragilidades defensivas do Mazembe. Ainda assim, os Millonarios não atravessam bom momento, independente do relaxamento que costuma acontecer após a conquista da Libertadores. Nono colocado no Campeonato Argentino e eliminado pelo Huracán na Copa Sul-Americana, o River só ganhou dois de seus últimos dez jogos oficiais, desde o fim de setembro. Nomes importantes se foram e outros não têm rendido tanto como na reta final do título continental. Vai encarar um adversário acostumado com o clima e com o fuso, muito bem entrosado e com boas referências ofensivas.

Pela tarimba e pela qualidade individual, o River Plate segue como franco favorito nas semifinais. Mas não pode achar que o jogo está ganho. O Sanfrecce demonstrou ter condições para se tornar o primeiro japonês da história na final do Mundial. Os anfitriões talvez até já tenham contado com representantes mais fortes no torneio, como o Urawa Red Diamonds de 2007, que, estrelado por Washington “Coração Valente”, deu trabalho para o forte Milan de Carlo Ancelotti. Todavia, nunca as condições pareceram tão favoráveis quanto às de 2015. E considerando a competência do time de Hiroshima nos torneios locais, a chance de surpreender parece palpável.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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