Argentina

Messi jogou mal a final da Copa América? A análise tática de um treinador pode mudar sua visão

A decepção foi grande, e com motivos. Pelo segundo ano consecutivo, Lionel Messi teve a chance de disputar uma final com a seleção argentina, mas pouco apareceu e acabou sem a taça. Dá para se destacar a forte marcação do Chile, é claro, com Jorge Sampaoli encaixotando o camisa 10 em seu esquema tático. Ou culpar Gonzalo Higuaín, que desperdiçou um gol claríssimo no único momento em que o craque teve espaço, já no último lance do tempo normal. Ainda assim, sempre se espera muito mais de um jogador fabuloso como Messi. E ele passou 120 minutos sem um lance que realmente definisse a partida.

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Cada um acaba com sua opinião sobre os momentos do camisa 10 na decisão em Santiago. Mas é legal observar também análises um pouco mais técnicas sobre o jogo. Exatamente o que fez Marcos Reina, professor e treinador das categorias de base de um pequeno clube na Catalunha. O profissional destrinchou os momentos de Messi na partida e, em vídeo, fez uma longa análise tática sobre a sua participação individual e o contexto coletivo. Tudo para defender que a culpa do craque não foi tão grande assim.

“No Barcelona, sem embargo, fazem as tabelas com Messi e assim é que ele faz tantos gols. Estava comentando com os meus amigos e todos víamos claramente que o Messi na Argentina está sozinho e ninguém olha para ele. E assim é como nasceu o vídeo. Estou acostumado a fazer isso para o meu time e pensei que poderia ser útil, que ia interessar as pessoas, mas nunca um milhão de pessoas”, declarou Reina, em entrevista ao El País. Com pouco mais de uma semana no ar, o vídeo já superou 1,6 milhões de visualizações, se viralizando principalmente na Argentina e na Espanha.

Por mais que você mantenha a sua opinião (que, de fato, Messi decepcionou), vale para aprender um pouco mais:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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