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Foi impressionante a energia da torcida do San Lorenzo para empurrar a virada milagrosa

O foco principal na imprensa brasileira é óbvio: a decepção do Flamengo em sua terceira queda consecutiva na fase de grupos da Copa Libertadores, mais uma vez com requintes de crueldade. Mas há um outro lado na história. Um San Lorenzo que parecia morto na competição, assim como parecia em sua chave em 2014, e que ressurgiu das cinzas em uma arrancada impressionante. O time de Diego Aguirre pode não figurar entre os favoritos do torneio, mas possui um elenco cascudo. E uma torcida que faz a diferença. Basta ver o que aconteceu durante os minutos finais no Nuevo Gasómetro. Os cuervos cresceram com a massa azulgrana. Colocaram os rubro-negros contra a parede, buscaram a milagrosa virada por 2 a 1 aos 47 do segundo tempo.

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Mesmo para quem não estava no estádio, para quem assistia ao jogo apenas pela televisão, ficou bem claro como as estruturas tremiam. Em uma cobrança de falta para o San Lorenzo durante o segundo tempo, logo após o gol de empate, as sombras se mexiam no chão. Indicavam os refletores que balançavam, no ritmo dos pulos nas tribunas. E, ao apito final, mais festa. Cenas belíssimas, de uma multidão que canta como se fosse uma só, como um gigante que empurrou seu time às oitavas de final.

Há deméritos do Flamengo, logicamente – especialmente pela maneira como o time se acuou no segundo tempo, como discutimos neste texto. Mas também houve méritos do San Lorenzo. E de sua torcida, em uma atmosfera digna de Libertadores. Digna do campeão de 2014, que segue vivíssimo na disputa.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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