Argentina

Como as eleições do Boca Juniors viraram caso de Justiça na Argentina

Após pedido de licença de Analía Romero, juiz Sebástian Font será o 3º do caso envolvendo as eleições no Boca

O caso envolvendo as eleições no Boca Juniors ganhou mais um capítulo, agora com a Justiça da Argentina intervindo na data da realização do pleito e postergando após denúncia por conta de irregularidades no cadastro associativo do clube Xeneize. Com a suspensão das eleições, que seriam realizadas no último domingo (3) e a impugnação feita pela juíza Alejandra Abrevaya, uma nova troca de magistrados aconteceu após Analía Romero, que faz parte do quadro associativo do Boca, pedir licença e passar o posto para Sebástian Font.

Sendo assim, Font será o 3º juiz a intervir no caso do Boca Juniors, que aguarda pela votação de seu novo presidente, tendo como principais candidatos Juan Román Riquelme, ex-jogador e ídolo do clube ao lado do atual presidente Jorge Amor Ameal e o ex-presidente da Argentina e do próprio Boca, Mauricio Macri como vice-presidente de Andrés Ibarra. Diferente do que aconteceu com Analía Romero, o atual juiz do caso, segundo informações do portal Clarín, é torcedor do River Plate e não teria nenhuma influência no resultado das eleições.

 

Font pertence à Vara Cível 36 de Buenos Aires e aceitou a jurisdição do conflito, que mantém suspensa a eleição do clube Xeneize que abriga até o momento três tendas gigantes montadas no Estádio La Bombonera, equipadas com salas e depósitos climatizados, num valor estimado de 360 mil dólares (quase R$1,8 milhões de reais), que podem ser desperdiçados caso o pleito para a definição do novo presidente do clube não seja realizada até o dia 17 de dezembro.

Por que as eleições no Boca Juniors foram suspensas pela Justiça?

No dia 28 de novembro, a juíza Alejandra Abrevaya suspendeu as eleições que aconteceriam no domingo após uma denúncia promovida pela oposição (chapa de Macri e Ibarra) e uma investigação na qual foram detectadas algumas irregularidades em cadastros de sócios, promovidos de aderentes para ativos, ou seja, com direito a voto para eleger a nova presidência do clube, sem o devido cumprimento do estatuto do clube. Segundo dados apresentados pelos advogados da chapa, 3.870 pessoas passariam a exercer seu direito de voto de forma irregular.

Portanto, Abrevaya decidiu que não seria possível a realização das eleições do Boca Juniors no dia três de dezembro, tendo a necessidade de serem postergadas para outra data ainda a definir. No dia 30 de novembro, quinta-feira, uma reunião para discutir sobre a situação da suspensão do pleito foi realizada, mas nenhuma das partes entrou em acordo. O Boca Juniors decidiu recorrer da decisão e contestar a juíza, que, segundo o portal Clarín, teria recebido ameaças de morte por conta de sua decisão. Cabe agora a Câmara Cível o andamento deste processo e a definição da nova data para as eleições no Boca Juniors.

Boca Juniors corre contra o tempo para definir nova data da eleição

A preocupação com a data da votação do novo presidente do clube Xeneize é grande, tanto pelo lado da situação, como da oposição. Além dos altos gastos feitos com as tendas de votação, que possuem prazo para devolução por parte do Boca, a equipe precisa de um novo treinador após a saída de Jorge Almirón, que pediu demissão pós-derrota para o Fluminense e o vice-campeonato da Libertadores, além da recomposição do elenco, que estará de férias até o final deste mês.

Dentro deste cenário complicado, e com a falta de datas, por conta da posse presidencial do novo presidente argentino, Javier Millei, marcada para este domingo (10) e os feriados de Natal e Ano Novo, agendados para os dois últimos domingos de 2023, resta uma única data para a eleição do novo presidente do Boca Juniors, 17 de dezembro. Portanto, o primeiro passo para agilizar este processo é tomar uma decisão em relação à medida cautelar implementada por Abrevaya e a suspensão da judicialização das eleições para que o clube possa enfim seguir em frente com seu novo presidente.

 

 

 

Foto de Lucas de Souza

Lucas de Souza

Existe um ditado que diz que o bom filho a casa retorna não é? Pois bem, sou Lucas de Souza, redator e repórter do Futebol na Veia, de volta ao site após quatro anos, e agora redator do Trivela, um dos maiores portais de futebol do Brasil. Sou jornalista, especializado em Marketing digital e narrador do Portal Futebol Interior e também da RP2Marketing.
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