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Chineses colocam cláusula anti-saudade caso Tevez volte à América do Sul antes do fim do contrato

Carlitos Tevez com saudade de casa é algo que ouvimos com frequência desde 2005, quando ele foi do Boca Juniors para o Corinthians. Desde então, uma carreira cheia de saudade: West Ham, Manchester United, Manchester City e Juventus. A volta ao Boca, em julho de 2015, não durou nem 18 meses e o atacante foi para a China por uma fortuna, colocando um preço na sua saudade, como falamos aqui. Mas os chineses não são bobos. Colocaram uma cláusula que chamamos de anti-saudade, que garante a devolução de uma boa parte da grana que pagaram ao Boca.

A cláusula é a seguinte: se Carlos Tevez voltar à América do Sul antes do seu contrato terminar, em dezembro de 2018, o Shanghai Shenhua receberá de volta 60% do que pagou por ele ao Boca Juniors. Como o valor pago por ele está na casa de € 80 milhões, segundo relatos de jornais argentinos, isso significaria receber de volta € 48 milhões. Uma bela grana para o caso de Tevez sentir saudade de Apache, seu bairro em Buenos Aires. A informação é do Goal.com.

Esta informação do contrato de Tevez surge no dia seguinte às declarações do presidente da Argentina, Mauricio Macri, dizendo que gostaria de ver Carlitos voltar ao clube depois de um ano na China. Mas isso não poderá acontecer sem que o Boca, do qual Macri já foi presidente, não desembolse uma quantia enorme de dinheiro. Ou seja: não deve mesmo acontecer. Tevez, de 32 anos, terá que ficar até o fim de 2018 com os chineses.

Tevez será o jogador mais bem pago do mundo ao jogar na China, com € 38 milhões anuais. Sua contratação é uma das mais caras da história do futebol. Mas ninguém confirma os valores pagos. O que importa é que se aquela saudade bater, Tevez sabe que custará muito dinheiro. E ao Boca Juniors, seu time de coração, segundo ele sempre disse.

Então, se Carlitos estiver se coçando para voltar, o Boca terá que cantar no ouvido dele: “Chega de saudade…”

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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