Argentina

Tentar salvar o Independiente será o segundo trabalho de Carlitos Tevez como técnico

Carlitos assume o Independiente como técnico após uma breve passagem no comando do Rosario Central em 2022

O Independiente corre risco de rebaixamento no Campeonato Argentino e, após a saída do técnico Ricardo Zielinski, decidiu apostar em um grande nome. Como jogador e não treinador. Salvar o Rei das Copas será a segunda missão de Carlos Tevez com a prancheta na mão, após uma passagem curta e sem brilho pelo Rosario Central ano passado.

O Independiente foi o 24º colocado entre os 28 times da Superliga Argentina e está empatado com Huracán e Colón na tabela anual. Com o Arsenal de Sarandí já rebaixado, significa que no momento teria que disputar um triangular para evitar a queda. Tevez terá 13 rodadas da Copa da Superliga pela frente para mostrar o que pode fazer.

Tevez foi a opção que sobrou para o Independiente

Tevez não era a primeira opção. Nem a segunda ou a terceira. Ou a quarta. De acordo com o Olé e o Clarín, a diretoria do Independiente buscou nomes mais tarimbados, como Ariel Holan, Gabriel Milito, Daniel Garnero e Gustavo Alfaro. Sem sucesso, ampliou a busca para outros profissionais além de Tevez, mas foi convencida pelo seu conhecimento do elenco e pela proposta de promover jovens.

Zielinski, 63 anos, chegou em abril como um técnico experiente para dar respaldo ao Independiente em meio a uma crise econômica e institucional. Foi contratado pouco depois da renúncia do presidente Fabián Doman, que em seu comunicado citou que o clube vive “tempos difíceis, os piores de sua história”, com uma crise “econômica, esportiva e judicial sem precedentes”.

Tevez será o terceiro técnico do Independiente em 2023, após Leandro Stillitano e Zielinski, além de Pedro Monzón, interino por cerca de um mês.

O que Tevez já fez como treinador?

Carlitos tem apenas uma experiência como técnico. Em junho de 2022, cerca de duas semanas depois de anunciar sua aposentadoria como jogador, foi anunciado pelo Rosario Central. A notícia não foi tão bem recebida justamente pela sua falta de experiência. Ele efetivamente estava parado há um ano depois de sair do Boca Juniors e esbanjou confiança na primeira entrevista coletiva, citando Antonio Conte como uma das suas referências. Uma curiosidade foi ter trazido Carlos Retegui, técnico campeão olímpico no hóquei de grama, para sua comissão técnica.

Embora tenha assinado contrato por um ano, ficou apenas cinco meses no cargo, até o fim da Superliga Argentina. Culpou as eleições marcadas para dezembro pela sua decisão, argumentando que se tornaria um obstáculo à preparação e ao mercado de transferências se a oposição ganhasse. Os resultados não ajudaram muito também: seis vitórias, dez empates e oito derrotas em 24 partidas. O Rosario Central terminou em 20º lugar.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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