Di María: ‘Ser campeão do mundo não me mudou, as pessoas é que mudaram comigo’
Jogador relembrou momentos após conquista e conversa entre ídolos da seleção
Um dos maiores jogadores da história da seleção argentina, Ángel Di María relembrou o título da Copa do Mundo de 2022 e o impacto que a conquista do mundial teve em sua vida pessoal e profissional em entrevista promovida pelo jornal “Olé”.
O jogador do Rosario Central destacou que a forma como as pessoas passaram a lhe tratar depois do triunfo no Catar faz valer a pena todo o esforço feito pelo grupo comandado pelo técnico Lionel Scaloni.
— Ser campeão do mundo não me mudou, as pessoas é que mudaram comigo, me deram amor. Só em ouvir um ‘obrigado’ é algo que nos enche a alma e nos faz pensar que todo o esforço que fizemos desde pequenos valeu a pena. Hoje, sou reconhecido por qualquer argentino em qualquer parte do mundo. Isso fica para toda a vida — afirmou.
No momento da conquista do título, Di María confessou o primeiro pensamento que veio à cabeça ao ver o último pênalti ser convertido na final da Copa de 2022 e relembrou a trajetória.
— A primeira imagem que me veio à cabeça foi a minha família. Saber que estavam celebrando comigo assim que o Montiel marcou o penalti. Foi a primeira coisa em que pensei, juntamente com a alegria. E o sacrifício dos meus pais, da minha mulher, das minhas filhas, por aguentarem a minha má disposição, as minhas lesões e os meus piores momentos — revelou.

O meia-atacante revelou um momento em que se sentiu emocionado durante uma festa promovida por Lionel Messi em Rosário, cidade natal do camisa 10, onde presenciou uma conversa entre Javier Mascherano e Leo Paredes.
— Depois de sermos campeões, estive na festa que o Leo [Messi] deu em Rosário. Mascherano agradecia ao Leandro [Paredes], e ele respondia: ‘Obrigado você por me ensinar como se defende a camisa da seleção’. Deixaram um legado, e isso é o mais bonito que pode acontecer a um jogador. Ouvir aquela conversa entre os dois foi algo muito especial — relembrou.
Di María entra para hall da fama do futebol com recorde conquistado na Copa América
Após a conquista da Copa América, em 2024, Di María anunciou a sua aposentadoria da seleção argentina. Questionado se pensou em retornar à equipe nacional, o jogador descartou a possibilidade, afirmando ter uma ‘nova geração’.
Mas o torneio continental trouxe para o jogador um outro triunfo além dos gramados: o atacante entrou para o hall da fama do futebol com um recorde, se tornando um dos 10 jogadores com mais títulos levantados na história.

De acordo com a “Tyc Sports”, com a Copa América, Di María chegou ao 35º troféu na carreira, entrando para o Top 10 jogadores mais vencedores do esporte, ao lado de Sergio Busquets, Cristiano Ronaldo e Vitor Baía. Lionel Messi lidera o ranking com 45 conquistas.
Di María ocupa a vice-liderança da lista dos argentinos, à frente de nomes como Carlitos Tévez, Javier Mascherano, Alfredo Di Stéfano e Sergio Agüero.
- Lionel Messi – 45
- Ángel Di María – 35
- Carlos Tevez – 29
- Lucho González – 28
- Javier Mascherano – 25
- Alfredo Di Stéfano – 25
- Esteban Cambiasso – 25
- Walter Samuel – 23
- Guillermo Barros – Schelotto 23
- Sergio Agüero – 21



