Völler não será o técnico da Alemanha: “Jogo contra a França será o único”
Völler dirigirá a Alemanha contra a França como técnico interino, mas não ficará no cargo e promete anúncio de novo técnico para o próximo mês
A escolha do novo técnico da seleção alemã será feita no próximo mês, ou dentro de três semanas e meia, segundo Rudi Völler, diretor esportivo da Federação Alemã. Völler assumiu interinamente como técnico da seleção alemã para o jogo desta terça-feira (12) contra a França, um amistoso que será disputado em Dortmund. Ele garantiu, porém, que ele não continuará como treinador e que esta função será mesmo só interina.
Völler foi um jogador consagrado, que defendeu a seleção alemã de 1982 a 1994. Ele se aposentou da seleção alemã depois daquela Copa do Mundo nos Estados Unidos. O atacante teve uma carreira de muito sucesso, com destaque para suas passagens por Roma e Olympique de Marseille.
Depois da sua carreira como jogador, foi treinador também e dirigiu inclusive a seleção alemã, de 2000 até 2004. Era ele o técnico quando a Alemanha chegou até a final da Copa de 2002, perdida para o Brasil. A eliminação na fase de grupos da Euro 2004 selou o seu destino. Depois disso, ele migrou a sua carreira para ser gestor esportivo, função que exerceu na Roma, no Bayer Leverkusen e agora na Alemanha.
Em coletiva de imprensa, o técnico falou sobre a saída de Hansi Flick e sobre a escolha de um sucessor.
Saída de Flick: “Lamento muito por ele”
“Todo mundo sabe que eu assumi este trabalho aqui como diretor esportivo para apoiar Hansi, particularmente depois da saída na fase de grupos da Copa do Mundo. Nós obviamente esperamos que as coisas fiquem um pouco melhor — a vida não fica mais fácil quando os resultados não acontecem”.
“Nós simplesmente não podemos continuar assim, dada a forma como jogamos os últimos jogos. Mesmo que eu ainda acreditasse no jogo contra o Japão, tivemos que tomar as decisões como tomamos, mesmo se eu lamente muito por Hansi. Ele ainda é um técnico fantástico e todos esperávamos que funcionasse”.
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França: “O melhor time da Europa”
A França é provavelmente o time com mais talento disponível quando olhamos para o elenco de jogadores e foi finalista da última Copa, depois de conquistar o título no Mundial de 2018. Por isso, não é surpresa que Völler encha o adversário de elogios.
“Eles são atualmente o melhor time da Europa, não há dúvidas sobre isso. Como resultado, nós temos que jogar extremamente bem e nossa forma de defender, em particular, tem que melhorar. Eles são incríveis aos contra-ataque com os atacantes rápidos, que é a principal ameaça. Não podemos nos permitir perder a bola facilmente e temos que melhorar massivamente nossa atuação contra o Japão”.
Quem será o sucessor de Hansi Flick?
Völler fez questão de ressaltar que embora ele seja o técnico interino, ele não será o sucessor de Flick. Mais do que isso, colocou um prazo para a escolha de um novo treinador: três semanas e meia, ou seja, dentro do próximo mês.
“O jogo contra a França será o único para mim. Queremos encontrar um sucesso rápido e essa é a nossa principal tarefa agora. Queremos que todo mundo fique empolgado com a nossa Eurocopa em casa no próximo verão juntos com o novo técnico”, disse.
“Hansi ainda estava carregando o peso do fracasso na Copa do Mundo com ele. Esperamos que um novo responsável possa trazer novas ideias e dar um novo impulso. Obviamente já discutimos vários nomes e continuaremos a pensar antes de anunciar o homem certo para o cargo dentro de três semanas e meia”.
Gündogan: “Sentimos que deixamos Hansi na mão”
Perguntado sobre o clima no vestiário, Gündogan deixou um panorama ruim. “Atualmente é um misto de tristeza, frustração e decepção, e isso não é apenas pelo jogo do Japão, que obviamente esperávamos que fosse diferente. É pela situação toda, alguns de nós, jogadores, sentimos que deixamos Hansi (Flick) na mão. Você podia ver como ele estava focado em melhorar as coisas. Ele sempre estava totalmente motivado, mas nós simplesmente não conseguimos ter desempenho como time”, afirmou o meiocampista.
“Frequentemente falamos sobre a nossa expectativa como time. Não podemos nos subestimar, temos que ser autocríticos e falar sobre as coisas. Temos que criar a base para que o técnico possa ter sucesso trabalhando junto. Cada jogador tem que se questionar se eles estão fazendo o suficiente para ter o seu melhor desempenho. Só podemos ter sucesso como time”, analisou ainda Gündogan.
“Temos muitos jogadores de classe mundial, mas não estamos tendo bom desempenho em campo. Os melhores times são aqueles que confiam completamente um no outro em campo e isso começa em como você é fora de campo também. Mesmo que o clima geral na seleção seja positivo, acho que pode ser melhor e podemos nos tornar um grupo mais unido também”, continuou o jogador do Barcelona.
“Primeiro de tudo, queremos cortar os erros que temos cometido, houve erros demais nos últimos jogos. É importante conseguir um bom resultado, mas isso não será fácil do que foi contra o Japão. Cabe a nós dar tudo de si no jogo”, afirmou.
A Alemanha enfrenta a França nesta terça-feira (12), às 16h, no Signal-Iduna Park, em Dortmund. O jogo terá transmissão do Sportv 2.



