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“Parecemos idiotas” e “patéticos” foram usados para descrever o Dortmund. Pelo próprio time

Há um ano e meio, o Borussia Dortmund era finalista da Champions League. Nesta segunda-feira, a pausa de inverno do Campeonato Alemão começa com o time na penúltima colocação. Metade do torneio se passou sem que o atual vice-campeão conseguisse tirar a cabeça debaixo d’água. O técnico Jürgen Klopp, depois do último revés, derrota por 2 a 1 para o Werder Bremen, disse que as próximas três semanas serão de trabalho muito intenso para formar um novo time e reagir. Não sem antes desabafar um pouco.

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“Merecemos estar aqui parecendo completos idiotas”, disse. “Qualquer crítica que fizerem a nós será completamente justificada. Será um reflexo da nossa temporada até agora. Não fomos bem na primeira metade. A boa notícia é que o ano acabou”. Outra boa notícia é que esse mesmo time, com os mesmos jogadores, teve boas apresentações na Champions League. Nos próximos dias, Klopp precisa descobrir como transferir esse desempenho para o âmbito nacional.

Tem que melhorar tudo, mas um bom começo seria os resultados fora de casa. Em nove partidas, o Borussia Dortmund venceu uma, empatou outra e perdeu sete. A última para o Werder Bremen, o que causou a revolta de Hümmels, capitão do time e zagueiro cobiçado por qualquer time que precisa reforçar a defesa agora em janeiro. “Estamos nos virando bem em casa nas últimas semanas, mas de maneira alguma fora dela. É assustador o quanto estamos patéticos”, disse.

As declarações podem ser fortes, mas não deixam de ser precisas, e mostram com clareza que não há nenhuma ilusão dentro do Borussia Dortmund. A necessidade de melhorar é óbvia. As razões para uma campanha tão ruim é que ninguém conhece. Mas tamanha sinceridade dentro do futebol é coisa rara, e esse é um bom ponto de partida para a reconstrução.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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