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Não foi só o Hamburgo: com uma virada épica, Munique 1860 se salva do rebaixamento

A Allianz Arena viveu um dos momentos mais épicos de seus 10 anos de história nesta terça. E não pense que é mais uma glória do Bayern de Munique, o tradicional dono da casa. Desta vez, as arquibancadas se pintaram de azul para dar forças do Munique 1860, o segundo time da cidade. De novo, o estádio serviu de palco para uma comemoração enlouquecida. Não por um título, mas pela mera permanência na segunda divisão alemã. Em uma virada espetacular, com direito a gol decisivo aos 46 minutos do segundo tempo, os alviazuis viraram o placar contra o Holstein Kiel e não cairão à terceirona.

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Durante o primeiro encontro válido pela repescagem da segunda divisão, as duas equipes não saíram do 0 a 0. A falta de gols fora de casa colocava pressão sobre o Munique 1860, que não poderia empatar com gols, caso contrário confirmaria o acesso do terceiro colocado da terceira divisão. Por isso mesmo, quando Kazior abriu o placar para o Holstein Kiel com apenas 16 minutos de partida, a torcida alviazul gelou. Mas os 57 mil presentes na Allianz Arena não deixaram de apoiar e acreditar que a virada ainda poderia vir.

1860

O empate dramático só saiu aos 33 minutos do segundo tempo, diante de muita pressão do 1860. Adlung apareceu dentro da área para aproveitar uma sobra de bola e ser o primeiro salvador dos leões, chutando no cantinho. E, de tanto tentar, o time de Munique conseguiu a façanha no primeiro minuto dos acréscimos. Após muita confusão na área, após cobrança de escanteio, os alviazuis carimbaram a trave. A sorte, porém, estava com Kai Bülow, que conseguiu aproveitar o rebote e ratificar a permanência. Carta branca para a grande comemoração nas arquibancadas. Dono do título da Bundesliga em 1966, o clube tradicional não merecia se afundar ainda mais.

Um dia depois da glória vivida pelo Hamburgo ao confirmar a permanência na Bundesliga, o Munique 1860 vive emoção parecida. E, ainda que dar só duas vagas de acesso pareça pouco, a fórmula adotada pela Alemanha ainda consegue prorrogar por mais alguns dias a emoção nas ligas nacionais. Uma fórmula que poderia ser olhada com mais carinho por outros países.


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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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