Alemanha

Mertesacker não conteve as lágrimas ao ser substituído pelo próprio pai em seu jogo de despedida

A aposentadoria de Per Mertesacker se confirmou ao final da temporada passada. Após uma carreira vitoriosa, marcada pela conquista da Copa do Mundo em 2014, mas de também algumas dificuldades com as lesões e com as próprias barreiras pessoais, o zagueiro pendurou as chuteiras aos 34 anos. Seguiu em frente dentro do futebol, logo assumindo um cargo nas categorias de base do Arsenal. Contudo, a digna despedida aconteceu apenas neste final de semana, em partida festiva realizada em Hannover – sua cidade natal, onde também iniciou a carreira profissional. Tributo que contou com alguns momentos emocionantes.

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O amistoso foi disputado entre os “Amigos de Mertesacker Hannover 96” e uma seleção do mundo treinada por Arsène Wenger. Mais de 40 mil pessoas lotaram as arquibancadas na HDI Arena para celebrar o defensor. Dentro de campo, aconteceu um festival de gols, com a vitória por 10 a 9 da seleção do mundo. Mas nenhum dos 19 tentos superou a beleza do instante em que Mertesacker foi substituído. A torcida se levantou para aplaudir o veterano, que não conteve as lágrimas. Deu lugar a seu pai, Stefan, de 67 anos. Treinador de Per na base do Hannover 96, o progenitor é o chefe das categorias inferiores do clube desde 2000.

“Queridos fãs, que despedida! Eu não poderia sequer sonhar em jogar diante deste público fantástico, novamente aqui em Hannover. Significa tudo para mim poder fazer a despedida neste lugar. Muito obrigado”, declarou o zagueiro, durante o evento. O jogo ainda arrecadou €300 mil, que serão revertidos para ajudar crianças carentes da região de Hannover. Grandeza também de espírito, que marca a trajetória de um dos melhores defensores alemães deste século.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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