Lahm sobre mudar de Guardiola para Ancelotti: “Tivemos que aprender de novo”
O lateral direito Philipp Lahm é o capitão do Bayern de Munique. Aos 33 anos, ele viveu com Pep Guardiola a experiência de se tornar um meio-campista, algo que o técnico da seleção alemã, Joachim Löw, aproveitou também. Depois de três anos trabalhando com o técnico catalão, quem assumiu o clube bávaro foi Carlo Ancelotti. Segundo o experiente jogador alemão, foi preciso reaprender a jogar de outra forma.
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O início do trabalho de Ancelotti foi contestado e o RB Leipizig chegou a liderar o campeonato. Mas a ponta foi retomada, depois de alguns jogos difíceis. E, para Lahm, houve a necessidade de uma adaptação por alguns detalhes que levaram mais tempo.
“Eu não acho que há grandes diferenças em treinamento. Assim como Pep Guardiola, treinamento com a bola é o foco principal, mas eu acho que isso é normal atualmente. Contudo, Carlo Ancelotti trouxe suas próprias características com ele, assim como qualquer outro técnico. Todo técnico tem seu próprio jeito de tratar os jogadores. Alguns são um pouco mais calmos, outros que gritam mais nos treinos”, descreveu o jogador.
“Assim como com qualquer técnico, leva um pouco de tempo. Mas depois de algumas semanas, isso não é importante. Nós todos estávamos juntos nos Estados Unidos e pudemos nos conhecer bem. O maior desafio para nós no verão era os jogadores voltando aos treinamentos em estágios diferentes da Eurocopa”, analisou Lahm.
A principal diferença notada por Lahm, porém, foi no estilo de jogo de posse de bola. O jogador chegou a dizer que era preciso encontrar “a mistura certa”, depois da primeira viagem de pré-temporada em Doha, no Catar.
“Nós jogamos muito futebol baseado na posse de bola nos últimos três anos. Quando o adversário tinha a bola, então nós queríamos recuperá-la o mais rápido possível com pressão agressiva. Agora com Carlo Ancelotti, nós estamos jogando de forma mais paciente e observadora – e nós temos que aprender como fazer isso de novo”, explicou o lateral direito.
“Quando os times adversários ficam com a bola por longos períodos, nós ficamos um pouco agitados porque é um alienígena para nós agora. Nós temos que continuar trabalhando nesta mistura de atacar com agressividade, às vezes recuando e deixando a bola com o adversário, fechando atrás e então contra-atacando rapidamente”.
Interessante ver sob o ponto de vista de um jogador tão importante a diferença no detalhe de um estilo de jogo de Guardiola comparado ao de Ancelotti, dois técnicos de alto nível. E conhecendo um pouco do que é Guardiola, imagine a bronca que ele dava nos jogadores quando o time ficava muito tempo sem a bola. É um outro estilo e acostumar a equipe a trabalhar sem a bola, quando ela está com um adversário, é mesmo um desafio.
Neste sentido, Ancelotti se parece mais com o antecessor de Guardiola no Bayern, o multicampeão Jupp Heynckes, último a conquistar a Champions League pelo clube bávaro. Os torcedores do clube certamente esperam que o italiano consiga repetir o feito. Ele já levantou o troféu como técnico do Milan (2003 e 2007) e Real Madrid (2014).



