Lahm, sobre desequilíbrio da Bundesliga: “A responsabilidade não é só do Bayern”
Faltam nove rodadas para o fim do Campeonato Alemão e, pela quinta vez seguida, parece que a taça ficará com o Bayern de Munique. Os bávaros têm 13 pontos de vantagem para o RB Leipzig, e o próprio executivo da Bundesliga estuda mudanças para deixar o torneio mais competitivo. No entanto, segundo Philipp Lahm, um dos maiores especialistas no assunto, com 379 jogos de liga alemã no currículo, a responsabilidade por haver uma distância tão grande na tabela não é apenas do Bayern.
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“A situação financeira da liga não era tão diferente nos anos em que fomos segundos ou quartos colocados (em 2006/07)”, afirmou à revista Stern. “Eu não acho que apenas o Bayern de Munique é responsável por estarmos indo tão bem. Se estamos com 13 pontos de vantagem depois de 25 jogos, significa que outros clubes bem posicionados, como Schalke ou Wolfsburg, não conseguiram bons desempenhos consistentemente”.
Depois de boas campanhas na Bundesliga, o Wolfsburg briga contra o rebaixamento, ocupando a 15ª posição, a 33 pontos do Bayern de Munique. Entre a nona e a 11ª posição, estão Schalke 04, Borussia Monchengladbach e Bayer Leverkusen, três equipes que lutaram em cima em edições recentes da liga alemã, distando aproximadamente 30 pontos da liderança. O próprio Borussia Dortmund aparece em terceiro lugar, a 16 pontos dos bávaros. “O Borussia Dortmund é um time inacreditavelmente talentoso que poderia ter feito a briga pelo título ser mais acirrada”, completou Lahm. “No entanto, tenho que dizer que falta qualidade no resto da Bundesliga”.
Lahm anunciou que se aposentará ao final da temporada, porque “ainda consegue lidar com a maioria das situações em campo, mas não com a mesma regularidade”, e deixará o posto de capitão do Bayern de Munique vazio. Sugere que Manuel Neuer ou Thomas Müller ocupem essa função, jogadores que já estão no clube há bastante tempo. “Não funciona quando você contrata um novo jogador e diz para ele carregar o time e manter tudo funcionando. Crescer com o clube é o mais importante”, explicou.
E, apesar de ter crescido com o clube, Lahm recusou proposta para se tornar diretor do Bayern. Explicou que não sentiu que teria autonomia suficiente. “Geralmente, você só consegue influenciar as coisas no time e em torno dele quando tem essa responsabilidade”, disse. “Acho que Uli Hoeness (presidente do Bayern) é muito enérgico, muito jovem, para abrir mão. Ele ainda quer influenciar as coisas pessoalmente. E tem todo direito de fazer isso, é o presidente e conseguiu coisas incríveis no clube”, encerrou.



