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Dirigente da liga alemã quer mais times competindo pelo título e estuda mudanças

Após a vitória apertada conquistada sobre o Borussia Mönchengladbach, o Bayern de Munique abriu 13 pontos de vantagem na Bundesliga. Faltando agora nove rodadas para o fim do campeonato, os bávaros estão a um palmo de se sagrarem campeões pela quinta vez consecutiva. Essa sequência, que vai aumentando cada vez mais, gera um debate sobre a competitividade da Bundesliga, e ele foi levantado por Christian Seifert, executivo-chefe da liga alemã, neste final de semana, depois que o RB Leipzig perdeu e se afastou do topo. O dirigente estuda mudanças para que a briga pelo título se torne mais acirrada.

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“Não cabe ao Bayern ter que mudar isso”, disse Seifert, em entrevista à Kicker. “Cinco times disputam a taça da Premier League toda temporada, três disputam o campeonato da Itália e dois o da Espanha. Na Alemanha, 17 clubes declaram que os bávaros não têm concorrência na briga pelo título. Isso precisa mudar em algum momento”, falou ainda, antes de criticar a regra “50+1”, que restringe o investimento externo nos clubes. “A liga é estável o suficiente para discutir honestamente os prós e contras dessa regra, mas há importantes conquistas estreitamente associadas ao 50+1. Por exemplo, temos que manter os nossos preços de ingressos socialmente acessíveis. Os clubes não podem ser objeto de especulação. A Bundesliga significa muito às pessoas para que isso aconteça”.

A proposta do dirigente para tornar a liga alemã mais homogênea passa pelo que acontece na Inglaterra em relação à divisão de cotas de TV. Seifert acredita que a “solidariedade” que ocorre na liga mais comercial da Europa, a Premier League, é ideal, uma vez que o dinheiro dos direitos de TV estrangeiros é distribuído igualmente entre os 20 clubes da competição. Ele também elogiou o modelo da MLS, de manter nivelados os salários dos jogadores para não desequilibrar o nível técnico do campeonato, mas ressaltou que “apesar disso, não dá para comparar o esporte nos Estados Unidos com a Europa”.

Seifert também acredita que a Bundesliga melhorará com as mudanças da Champions League, que entrarão em vigor na temporada 2018/19, quando 16 dos 32 clubes serão das quatro principais ligas europeias (Alemanha, Inglaterra, Itália e Espanha). Ainda sobre a Champions, só que falando desta temporada, o dirigente disse que vê com bons olhos a Alemanha no torneio. Afinal, depois da Espanha, é o país que está maior representado na competição, com dois clubes nas quartas de final. “Os alemães não são perdedores na Champions”, avaliou.

Foto de Nathalia Perez

Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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