Agora aposentado, Hummels teve piedade da Seleção no 7 a 1: ‘Não vamos humilhá-los’
Zagueiro sempre pregou respeito pelo Brasil e fez parte de 'pacto' em histórica semifinal da Copa do Mundo
O término da temporada atual marcará o fim da carreira de um dos grandes defensores da última geração da Alemanha. Campeão do mundo em 2014 e titular no 7 a 1 sobre a seleção brasileira, Mats Hummels, da Roma, anunciou sua aposentadoria nesta sexta-feira (4).
— Chegou o momento que nenhum jogador pode evitar. Depois de 18 anos e tantas coisas que o futebol me deu, vou terminar a carreira no verão — disse o jogador de 36 anos em vídeo nas redes sociais.
O zagueiro, revelado pelo Bayern de Munique e ídolo do Borussia Dortmund e da seleção alemã, ostenta seis títulos da Bundesliga e quatro da Copa da Alemanha. A maior conquista dele, a Copa do Mundo, veio com uma campanha histórica e uma goleada na semifinal, no Mineirão, que marcou para sempre brasileiros e alemães.
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— Mats Hummels (@matshummels) April 4, 2025
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Inclusive, Hummels teve papel importante no “pacto” feito pela Nationalelf ainda no intervalo da partida, quando o placar estava 5 a 0. Em mais de uma oportunidade, o zagueiro afirmou que os jogadores não queriam humilhar a Seleção em sua própria casa.
— Ficou bem claro que teríamos de continuar concentrados, jogar de forma séria e procurar não humilhar a seleção brasileira. Quando se está em campo, temos de mostrar respeito pelo adversário e foi muito importante que assim tenha sido, sem embarcar em brincadeiras ou algo do gênero. Não queríamos ridicularizar o Brasil — afirmou o zagueiro, em 2014, ao jornal inglês “Daily Mirror”.
Em 2018, à emissora “Jovem Pan”, o defensor ressaltou que o objetivo era manter o foco para não sofrer um gol, o que poderia mudar o ambiente no Mineirão.
— No intervalo, a gente disse: ‘não vamos humilhá-los’. Porque, aí, você acaba se desconcentrando, e não era isso o que a gente queria. Nós queríamos jogar sério, manter o foco, porque, mesmo ganhando por cinco de diferença, você pode levar a virada. No futebol é possível. Nosso objetivo para o segundo tempo era não levar nenhum gol para que o ambiente do estádio não começasse a mudar — disse.
— Acho que fizemos um bom trabalho. Claro que resultados como esse não acontecem sempre, foi extraordinário mesmo. Para a gente, foi muito especial. Mas eu também sei como é perder e sei que foi um dia duro para o Brasil — completou.
Com a aposentadoria do ídolo do Dortmund, não restam muitos jogadores alemães que atuaram na goleada sobre o Brasil em atividade no momento.

Apenas quatro jogadores da Alemanha no 7 a 1 contra seleção brasileira continuam em campo
Dos 11 titulares e três reservas que entraram em campo na vitória da Nationalelf em 8 de julho de 2014, só quatro não se aposentaram. São eles Manuel Neuer, Thomas Muller (ambos do Bayern), Jérôme Boateng (LASK) e Julian Draxler (Al-Ahli SC). Todos os outros já penduraram as chuteiras.
Pelo lado brasileiro, o número de atletas que segue em atividade é maior. Oscar, autor do único gol da Amarelinha, é companheiro de Luiz Gustavo no São Paulo, enquanto Hulk e Bernard estão no Atlético Mineiro, David Luiz no Fortaleza e Fernandinho sem clube desde que deixou o Athletico Paranaense. Dante, no Nice, e Willian, no Fulham, são os únicos que permanecem no futebol europeu.



