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Elkin Soto sofreu contusão grave, e o Mainz lhe ofereceu um novo contrato só para se recuperar

Quando Elkin Soto sentiu a dor excruciante tomar conta de sua perna esquerda, o pior deve ter passado pela cabeça do colombiano. Aos 34 anos e com apenas um mês restante de contrato com o Mainz, o meio-campista já sabia que não continuaria no clube alemão e planejava um retorno para seu país-natal, em que jogaria por tempo indefinido antes de se aposentar. O baque do lance deve ter feito o jogador imaginar o que aconteceria com seus planos, tanto em termos de carreira quanto de segurança financeira. Preocupação rapidamente atenuada pela ação reconfortante de seu clube, que decidiu oferecer a renovação por mais um ano apenas para que ele se recupere e possa retomar o restante de sua carreira.

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Diretor de futebol do Mainz, Christian Heidel falou sobre o planejamento de Soto e anunciou a decisão do clube em relação ao futuro a médio prazo do jogador, colocando-se à disposição do meia. “Inicialmente ele queria voltar para seu país-natal ao fim da temporada. Mas, do Mainz, este profissional merecedor pode esperar completo apoio. Antes que a perspectiva de um novo contrato possa se tornar realidade, o importante é a recuperação do Soto. Logo que sua operação estiver concluída, ele poderá assinar um novo contrato conosco, imediatamente”, explicou.

Pela 31ª rodada, o Mainz recebeu o Hamburgo e empatava em 0 a 0 até que Elkin Soto sofreu a lesão. A bola pingou à sua frente, e o colombiano se preparava para a finalização quando Van der Vaart chegou na tentativa de evitar o chute. No choque entre os dois, Soto levou a pior, com sua perna esquerda dobrando para cima e amolecendo a seguir. Quatro minutos depois os visitantes conseguiram tomar a frente no placar, e Martin Schmidt, treinador do Mainz, revelou que, no intervalo, a conversa de vestiário foi sobre buscar o resultado em nome de Soto.

“Foi um incidente muito infeliz. Esperamos que não encerre a carreira do Elkin. Dava para notar os efeitos do incidente durante o jogo. Até então estávamos jogando bem, mas depois disso perdemos nosso ritmo. Falamos sobre a lesão e queríamos virar a partida pelo Elkin. Queríamos ainda mais depois de empatar o placar em 1 a 1, mas então perdemos tudo aos 41 minutos do segundo tempo. Não tivemos resposta para isso”, afirmou Schmidt após a partida.

A derrota foi ainda mais dolorosa para o Mainz pela perda de Soto, que está no clube desde 2007 e desenvolveu consequentemente uma ótima relação com as pessoas da agremiação. A maneira como o time decidiu retribuir o esforço do colombiano em todos esses oito anos é um exemplo de como outras equipes poderiam demonstrar respeito a seus atletas. O Mainz não tinha obrigação alguma de renovar o contrato do atleta, e se não o fizesse não seria alvo de críticas.

A reclamação pela falta de lealdade dos atletas a seus clubes é bastante desproporcional em relação a casos contrários, de lealdade dos clubes aos jogadores. São escassas as histórias desse tipo, e isso torna a atitude ainda mais grandiosa. Há, sim, espaço para gestos humanos nas instituições. Soto precisará reajustar seus planos, mas com a segurança de que terá o clube por trás dele para fomentar isso.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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