Alemanha

Cinco razões que mostram a importância de Reus para a história do Borussia Dortmund

Marco Reus anunciou que a temporada atual será a sua última como jogador do Borussia Dortmund

O fim de uma era não tão vitoriosa como deveria ser, mas de muita habilidade, jogadas bonitas e acima de tudo, lealdade, está chegando ao fim. Após 12 anos como uma das principais referências do Borussia Dortmund, Marco Reus anunciou na última sexta-feira (4) que esta será a sua última temporada com a camisa do time alemão.

Atualmente com 34 anos, Reus conquistou até agora quatro títulos com a camisa aurinegra. Após gritar campeão duas vezes na Copa da Alemanha e outras duas na Supercopa, o meia busca encerrar esse ciclo sendo campeão da Champions League, após bater na trave em 2013, quando o Dortmund perdeu o título na final para o Bayern de Munique.

E para mostrar a história construída ao longo de 10 anos nas categorias de base do Borussia Dortmund e outros 12 no time profissional, após passagens por Rot Weiss Ahlen e Borussia Mönchengladbach, a Trivela enumerou cinco razões que fazem de Reus não apenas um ídolo, mas também um símbolo de lealdade, resiliência e bom companheiro nos gramados.

Jogador da temporada duas vezes

Foto: Icon Sport

Marco Reus voltou ao time onde jogou por 10 anos nas categorias de base em 2012, para substituir Shinji Kagawa. Seu impacto foi imediato e bastante longevo. Na temporada 2013/2014, após fazer dois gols na Supercopa da Alemanha, Reus foi também decisivo e essencial, fazendo 23 gols e dando 18 assistências. Os números renderam a ele o prêmio de melhor jogador da Alemanha pela segunda vez (o primeiro foi em 2012, pelo Mönchengladbach). E 6 anos depois, já com outros companheiros, ele voltou a conquistar o troféu individual. Como capitão da equipe, ele foi mais uma vez decisivo, tendo feito 21 gols e dado 14 assistências durante toda a temporada de 2018/2019.

Decisivo em título contra o Bayern

Foto: Icon Sport

Logo após a dolorida derrota para o Bayern na final da Champions League de 2013, Marco Reus liderou o Borussia Dortmund em uma revanche contra o time bávaro. Na Supercopa da Alemanha, ele fez o primeiro e o último gol do time aurinegro, na vitória por 4 a 2 que marcou a primeira vez em que o camisa 11 levantou um troféu pelo seu time de coração.

Amor à camisa

Foto: Icon Sport

Reus viu então companheiros como Lewandowski, Hummels e Götze mudarem de lado. Assim como contratou os três jogadores, o Bayern de Munique também foi atrás do próprio meia, conforme revelado por ele em uma entrevista há alguns anos.

— O Bayern quis me contratar. Eu também falei com Jupp Heynckes. Ele é um técnico experiente. Eu queria saber dele onde eu poderia melhor. Mas ele não me convenceu a me juntar (ao Bayern). (Não me arrependo disso) nem por um segundo.

Parceiro de mais de um centroavante

Foto: Icon Sport

Por mais que tenha marcado muitos gols, Reus também foi um grande parceiro de centroavantes. Ao longo de seus anos como referência do Borussia Dortmund, ele fez uma inesquecível dupla com Robert Lewandowski, inclusive ajudando o polonês a ser o artilheiro da Bundesliga de 2013/2014; Pierre-Emerick Aubameyang foi o melhor marcador de 2016/2017, tendo em Reus um parceiro na dupla Batman/Robin. O camisa 11 também foi o responsável por introduzir e facilitar a vida de Erling Haaland com a camisa aurinegra, como jogador mais próximo para fazer tabelas e dar passes.

Resiliência

Foto: Icon Sport

Ao longo de toda a carreira, Reus conviveu constantemente com dores. Inclusive em 2014, quando estava no auge, ele ficou fora da Copa do Mundo em que a Alemanha foi campeã por conta de uma lesão na tíbia. Seja com lesões de ligamento de joelho ou musculares, o jogador passou por muitas operações. Mesmo assim, sempre que esteve à disposição, ele jogou em alto nível. Não à toa é o quarto jogador que mais vestiu a camisa do Borussia Dortmund, com 424 partidas e o segundo maior artilheiro da história do clube, com 168 gols, a apenas 9 de Alfred Preissler, o líder da estatística.

Foto de Vanderson Pimentel

Vanderson Pimentel

Jornalista formado em 2013, e apaixonado por futebol desde a infância. Em redações, também passou por Estadão e UOL.
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