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A torcida do Dortmund ofereceu a Aki Schmidt o mais digno tributo que um grande ídolo merece

Mesmo para quem conhece um bocado sobre futebol alemão, Aki Schmidt não costuma ser assimilado tão rapidamente. O antigo meio-campista, entretanto, marcou seu nome na história do Borussia Dortmund. Foram 12 anos de dedicação aos aurinegros, em um dos períodos mais vitoriosos do clube. Conquistou por duas vezes o Campeonato Alemão, além de uma Copa da Alemanha. Em seus últimos anos, fez parte da primeira conquista continental dos germânicos, ao bater o Liverpool na decisão da Recopa Europeia de 1966. Idolatria que não se resume apenas aos que o viram jogar, diante do tamanho respeito manifestado no Signal Iduna Park neste sábado, antes e depois da vitória sobre o Bayern de Munique.

Schmidt faleceu há uma semana, aos 81 anos. Durante a Data Fifa, já havia sido homenageado antes de partida da seleção alemã. O meio-campista defendeu o Nationalelf em 25 jogos e disputou a Copa do Mundo de 1958. De qualquer maneira, o maior carinho se reservou por aquela que foi a sua casa por tantos anos. “Sua sala de estar se curva a você! Descanse em paz, Aki!”, dizia uma faixa. Antes do início do clássico, a torcida aurinegra dedicou o ‘You’ll Never Walk Alone’ ao ídolo e levantou um bandeirão com sua imagem. Os times também respeitaram um minuto de silêncio, abraçados em torno do círculo central. Já ao apito final, após a vitória por 1 a 0, um pouco mais de festa em tributo ao veterano.

Aki Schmidt disputou 276 jogos pelo Dortmund no Campeonato Alemão. E seu trabalho no clube não se encerrou em 1968, quando pendurou as chuteiras. Após se aposentar do futebol, o meio-campista atuou como técnico e como professor de educação física. Já em 1996, retornou ao Signal Iduna Park, como representante dos torcedores. As visitas guiadas ao estádio eram acompanhados pelo velho ídolo. A partir de 2007, ele também passou a trabalhar como auditor de contas dos aurinegros, função que desempenhou até 2013. Figura lembrada com carinho pelos corredores em Dortmund, e não apenas por aquilo que fez em campo.

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Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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