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A revolução ainda não aconteceu no Bayern Munique

A primeira meia hora do Bayern Munique nesta temporada da Bundesliga não trouxe muita novidade. Mas peraí, não é bem um defeito começar massacrando um rival com certo nível como o Borussia Mönchengladbach.

O placar de 3 a 1 é o mais perto que os bávaros treinados por Pep Guardiola chegaram contra os Potros.

O que vimos na Allianz Arena pelo menos na primeira metade da etapa inicial foi um time faminto e agressivo, que bateu com força no adversário, assim como fez na última temporada. Por alguma razão, depois de abrir uma vantagem de dois gols e relaxar um pouco em campo, o Bayern abriu espaço e suou para continuar na frente do placar.

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Diferentemente do apresentado contra o Borussia Dortmund pela Supercopa, o Bayern de Guardiola quis fazer valer sua superioridade ao martelar a defesa do Gladbach com passes longos e jogadas pelas pontas. Foi assim que saiu o primeiro gol, numa baita jogada de Ribéry para Robben, que tocou por cima. A defesa visitante, por sua vez, só olhou.

Mais prudente e controlado no segundo tempo, o Bayern descobriu que não precisava ficar 90 minutos a 100 quilômetros por hora e que deveria cuidar melhor de seu setor defensivo. A falha de atenção veio com o gol contra de Dante, que não olhou para onde estava virado e bateu o colega Neuer. Trabalhando para matar o jogo, o time bávaro aumentou o ritmo após o intervalo, mas com menos intensidade do que o comum. A caminhada no parque veio mesmo após o gol de Alaba, para sacramentar o 3 a 1.

Sem dominar o jogo, essa tendência a pensar mais e também deixar o adversário com mais espaço ficou clara quando analisamos a posse da partida de hoje: 59% para o Bayern, 41% para o Gladbach. As finalizações também não foram tão discrepantes: 13 dos bávaros contra 6 dos potros. Longe daquele contraste enorme até quando os Roten encaravam adversários de calibre dentro da Bundesliga. Portanto é cedo para levantar teorias como a grande revolução de Guardiola ou que o Bayern continua o mesmo com a saída de Jupp Heynckes.

O dinamismo apresentado diante do Gladbach não prova nenhuma das duas possibilidades, e talvez até tenhamos de lidar com uma terceira ou quarta, caso Guardiola se sinta na obrigação de trazer algo novo para o seu time. A vitória de hoje é sim obra de um grande time. O quanto ele pode ser flexível a mudanças ainda saberemos com o andamento das competições.

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Felipe Portes

Felipe Portes é editor-chefe da Revista Relvado, zagueiro ocasional, ex-jornalista, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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