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“Wash”, a torre de Belgrado

Depois de fazer um excelente primeiro turno na liga macedônia pela FK Makedonija, o atacante Washington conseguiu um contrato com o FK Partizan e rumou à Sérvia. A estréia do possante centroavante de 2,05 m foi justamente no clássico com o Estrela Vermelha – 1 a 1 – no retorno da pausa de inverno em fevereiro.

Neste bate-papo, “Wash”, como é chamado pelos novos companheiros de clube, fala como está sendo seus primeiros meses no atual campeão e líder da liga sérvia. 

Você aparece como destaque logo na página principal do site do Partizan. Parece que já chegou com moral aí. Conte como está sendo sua adaptação nesses primeiros três meses?
Eu estou procurando me adaptar o mais rápido possível, e por enquanto estou conseguindo me adequar ao jeito deles. Mas nada como o jeitinho brasileiro pra fazer tudo ficar ainda melhor (risos). Eles adoram brasileiros e isso ajuda na adaptação.

O atacante português Almani Moreira e o médio volante Juca, ex-Internacional e Botafogo, tem te ajudado desde que você chegou?
Sim, ambos tem me ajudado muito. O Moreira é português e isso faz com que a comunicação fique mais fácil. Mas o Juca é o que mais me ajuda, está sempre comigo, fala pra mim o que precisa e isso faz com que eu fico bem mais tranquilo. Estamos sempre juntos pra tudo e sou agradecido pela força que ele me dá aqui.

É verdade que o Juca sempre toma chimarrão aí? Você já acompanhou ele?
(Gargalhadas gerais) É verdade, o Juca gosta demais de chimarrão, ele é um gaúcho nato e de vez em quando nós tomamos juntos. Mas eu só acompanho, sou mineirinho e mineiro curte uma boa comida; frango com quiabo, feijão tropeiro (mais risos).

Como foi estrear entrando justo no clássico contra o Estrela Vermelha? A agressividade dentro de campo neste clássico é muito grande?
Foi bom, eu estava ansioso para esta estréia porque todos no país queriam me ver jogar e saber quem era o brasileiro gigante. Eu queria mostrar meu potencial e estava ansioso e graças a Deus ocorreu tudo bem. A agressividade é até normal em se tratando de Europa (risos), mas deu pra fazer um bom jogo e isso foi bom para mim.

O que está achando do campeonato sérvio?
É bem mais forte que o da Macedônia até pelos estilos dos dois países. Na Sérvia existe muito contato físico, na Macedônia não há tanto como aqui. Vejo que o futebol é diferente nos dois países.

Como são os treinos aí no Partizan?
Muito trabalho, são bem puxados. Eles te cobram muito, mas isso motiva para que você melhore a cada dia. Tem coletivos também, mas não com a freqüência que tem no Brasil.

Dá pra perceber que o técnico tem apostado num trio ofensivo formado por você, o Lamine Diarra e o Moreira. Como tem sido formar o ataque com eles?
Sim, o treinador tem jogado com Diarra, Moreira e eu. O que eu procuro é dar continuidade junto com eles. O trabalho que a equipe tem feito até agora no campeonato é muito bom e cabe a mim dar continuidade. Diarra e Moreira são jogadores inteligentes que pensam muito rápido e isso faz com que eu jogue bem. Tem sido muito bom jogar ao lado deles.

Os centroavantes muito altos são bastante valorizados no mercado europeu. Seu projeto é marcar muitos gols na Sérvia para conseguir espaço numa liga mais importante da Europa?
A Europa valoriza muito jogadores altos e penso em ir bem aqui para conseguir espaço numa liga que tenha uma visibilidade maior, mas tenho que fazer um bom trabalho aqui pra depois pensar nisso. Sei que a altura ajuda, mas eu tenho que mostra futebol para a coisa acontecer. O bom disso tudo é que mais uma vez o futebol brasileiro surpreende a todos, pois as pessoas acham que só na Europa tem jogadores muito altos, mas o Brasil também tem esse recurso. Apesar de o futebol brasileiro ser considerado mais artístico, nós também temos força física (risos). Espero ir bem para que amanhã ou depois eu consiga ter uma visibilidade maior.

Pela campanha do clube, você acredita que será muito difícil impedir que o Partizan ganhe este campeonato?
O futebol tem suas surpresas, tudo se decide nos jogos. Se nós dermos continuidade no trabalho não deixarmos o ritmo cair, podemos ganhar o campeonato, sim. O que eu quero é ser campeão. Estamos na frente e com méritos.

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Equipe Trivela

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