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“Veados” em baixa na Cingapura

Foi o pior ano do Tampines Rovers na S-League, a Liga de Cingapura. Os “Stags” (veados) estão em 4º lugar, longe do ‘Top 3’, e se despedem da competição neste domingo (16/11) quando será conhecido o campeão. Para falar do mau ano da equipe aurinegra batemos um papo com o goleiro Hassan Sunny, que também é da seleção nacional (impediu que Diego e Alexandre Pato marcassem em duas ocasiões no amistoso preparatório do Brasil para as Olimpíadas). Aos 24 anos, o arqueiro admite que a Diretoria não se movimentou bem no mercado e que em 2009 todos verão o verdadeiro Tampines Rovers!

O Tampines Rovers começou o ano perdendo as três estrelas: Peres, Mirko Grabovac e Alam Shah, e não trouxe ninguém à altura. O artilheiro Khairul Amri chegou apenas no meio do ano. O clube se movimentou muito mal no mercado?
Foi triste ver Peres deixar o clube e Nazri se retirar, mas há outros jogadores importantes como Fahrudin, Zainal, Suksomkit e Rafi Ali. Eles me guiaram ao longo da temporada e estou feliz de jogar com eles. Khairul Amri é um grande jogador, é da seleção e tem jogado bem este ano, sendo um dos atacantes mais temidos de Cingapura. Infelizmente ele chegou tarde em nossa equipe, se ele estivesse desde o inicio do ano estaríamos entre os três. Mas é a vida, ás vezes não conseguimos o que queremos. Ano que vem chegarão novos jogadores e mal posso esperar por isso..

Como tem visto o retorno do atacante Alam Shah, que voltou ao clube em agosto após cumprir uma longa suspensão por agressão?
Ele é o grande trunfo do time, é forte, protege bem a bola, não a perde facilmente e marca gols. Ele ainda não está em forma, acredito que em 2009 voltará melhor do que nunca.

O técnico tailandês Vorawan Chitavanich levou o clube ao bicampeonato em 2004 e 2005, mas fracassou nos últimos anos. Ele é tão especial pra continuar no comando apesar dos recentes fracassos?
Claro! É um bom treinador que enfatiza a técnica e a posse de bola. Ele sempre conta para nós que futebol é fácil e que não podemos fazer o jogo se tornar difícil com passes errados e péssimo controle de bola. Nos treinamentos ele sempre enfatiza a técnica e a posse de bola e com isso sabemos pressionar o adversário quando estamos com a bola. Além disso, ele é um ex-jogador, então ele entende bem os jogadores quando estamos cansados. Esse é um ponto positivo para o time.

O que te motivou a trocar o Geylang United pelo Tampines Rovers nesta temporada?
Honestamente, eu queria ficar no Geylang, mas o clube preferiu me liberar. No final o Tampines Rovers me abordou e eu decidi assinar com eles até o final de 2009. Eu estou feliz aqui, tenho a chance de jogar com jogadores experientes e jovens de muito valor.
 

Como você analisa esta reta final da S-League onde o bicampeão Singapore Armed Forces (SAFFC), o Home United e o Super Reds lutam pelo título na última rodada neste domingo?
Eu acho que o SAFFC será campeão outra vez. Eles tem sido consistentes em suas performances e resultados, enquanto o Super Reds tem perdido preciosos pontos jogando em casa contra equipes do fundo da tabela. Quanto ao Home United, eles estão bem apesar de estarem vencendo jogos no último minuto, acho que terminarão em segundo.

O Los Angeles Galaxy, dos Estados Unidos, demonstrou interesse no goleiro Lionel Lewis, do Home United e da seleção. Você teria disposição de jogar fora?
Todo cingapuriano amaria jogar fora do nosso país. Seria um sonho, mas eu tenho poucas chances porque Cingapura não tem uma boa colocação no ranking da FIFA.

Como goleiro, quais os atacantes mais perigosos que enfrentou nos últimos anos na S-League: Egmar, Mirko ou Duric?
Acho que Egmar foi o melhor deles. Ele era muito bom e serviu o Home United por muito tempo (11 anos). Era uma certeza de gols, o mais perigoso na área, marcava de cabeça e com ambos os pés. Ele nos deixou e foi uma perda para o futebol cingapuriano. Desejo a ele o melhor no futuro (Egmar vive atualmente em Vila Velha, no Espírito Santo).

Lionel Lewis nos contou que os meias Peres de Oliveira, do Home United, e Therdsak Chaiman, do SAFFC, são os melhores jogadores da S-League. Concorda?
Sim, eles são muito bons e experientes. São dois jogadores habilidosos e de toque refinado. Marcam gols e dão assistências. São a razão para SAFFC e Home United estarem no topo da tabela.

Os jogadores que atuam na Indonésia nos contam que os estrangeiros fazem um sucesso tremendo com as mulheres, alguns acham até que as indonésias enxergam nos futebolistas a chance de sair da pobreza. Cingapura por ser moderna e mais desenvolvida, esse tipo de assédio é bem menor, não?
Cingapura é um país pequeno, muitas pessoas se conhecem, mas nem todos gostam de futebol porque nosso país é um ambiente de trabalho, então para nós cingapurianos o trabalho e a educação são muito importantes. Essas garotas que assistem os jogos nos estádios daqui são adolescentes colegiais. Eu trato essas meninas como fãs e não quero que passe disso. Os jogadores devem se retirar quando uma garota ou fã passa dos limites. Geralmente, assim como os homens, essas adolescentes e mulheres daqui gostam mais de assistir as ligas estrangeiras.

Essa é uma ‘chaga’ da S-League, a falta de público e o pouco espaço que a mídia do país concede ao campeonato.
Isso é um problema para nós na S-League. Raramente conseguimos lotar a capacidade dos estádios tanto em nível de clubes quanto de seleção. As pessoas que trabalham aqui nunca sabem sobre o futebol daqui, não assistem os jogos e dizem que não tem tempo.
 

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

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