Um volante para acalmar e evitar a Lei Maria da Penha no Flamengo

Não é momento para música. Nada parecido. O que acontece lá para os lados da Gávea e do Ninho do Urubu é coisa que vai crescer muito ainda. A revolta contra a presidente cresce a cada dia e não duvido do segundo impeachment na história rubro-negra – 10 anos após Edmundo Santos Silva e 20 anos depois de Collor. O risco existe, principalmente, porque a pressão é, mais que política, midiática.

Do outro lado da corda, porém, há uma política “profissional” que deve passar maus bocados para se reeleger como vereadora no Rio (a imagem do texto é pública, do “. Nele, Patrícia declara bens de mais de R$ 250 mil e gastos de R$ 1,5 milhão!!!). Há pouco, ela trocou o PSDB (quando chegou à presidência do Fla, quem diria, chegou a ter nome cogitado para ser candidata a vice-presidente na chapa tucana com José Serra no último pleito) pelo PMDB, de Roberto Dinamite e Maurício Assumpção, seus colegas de Vasco e Botafogo.

Uma ex-nadadora, que assumiu cheia de pompa e ineditismo, hoje é amaldiçoada, motivo de ataques pessoais e campanhas de internet. Só não é pior porque ela está em Londres. Ou talvez seja pior ainda justamente por isso. No Rio, neste momento, ela poderia ser agredida facilmente – e tome Lei Maria da Penha para tomar conta da massa enlouquecida.

Com 16 pontos, a quatro da zona de rebaixamento, em 11º lugar, o Flamengo de Paty agora vai cruzar com o Atlético-MG. Seria um adversário indigesto demais da conta para o momento que tudo isso acontece. Mas o Galo tem Ronaldinho, o que seria prenúncio de parada mais dura ainda. No meio desse confronto, que não vale sei pontos, mas milhões de reais nos tribunais desportivos e cíveis, aposto que o rubro-negro e Patrícia dão uma respirada. É jogo para bravatas futebolísticas, que vêm de resultados “inesperados”.

E você, rubro-negro, que chegou até aqui e esperava implicância da minha parte, agora vai entender por que falei em música lá em cima. Dorival Junior, conheço bem, é bom treinador, além de profissional exímio (educado etc e tal, o que pouco importa para a tarefa que tem, mas é sempre feita essa ressalva que repeti agora). Assim com Carlinhos “Violino”, Carpegiani e Andrade, o técnico que vai tentar tirar o Flamengo do buraco também era cabeça de área. É uma coincidência, mais uma. Posso lembrar também daquela da demissão na rodada X, que o Galo era líder etc e tal. Junte a mais essa e muita fé, que a luta pela não queda será árdua.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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