Um salvador no Magrebe
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Um dos pilares da recuperação do Stade Tunisien na Liga da Tunísia, o treinador Robertinho contou a Trivela como conseguiu levar o clube da capital Tunis da lanterna até a 4ª colocação ao lado do U. S. Monastir. Em três anos a frente dos ‘Baklawa’, o técnico carioca de 48 anos conquistou o respeito de um dos clubes mais tradicionais da região ‘Magrebe’, norte da África. Mais uma vez com propostas do Golfo, o ex-jogador de Flamengo e Fluminense nos anos 80, deve deixar o clube tunisiano.
Você saiu e rapidamente voltou para substituir o técnico Mourad Al-Mahjoub na 6ª rodada, quando o Stade Tunisien era o lanterna com uma campanha grotesca. Porque aceitou retornar numa situação tão caótica?
Aceitei para salvar o time do rebaixamento, se as coisas continuassem como estavam seria inevitável a queda. Deixei o time em 2006/7 em 6º lugar. Os torcedores e dirigentes me ligaram pedindo meu retorno depois do péssimo começo desta temporada.
O inicio de temporada foi horrível: quatro derrotas, sendo duas por goleada, e um empate.
Sim, os torcedores estavam chorando porque nunca na história o Stade Tunisien foi rebaixado. Descaracterizaram a defesa, o time tinha 1 ponto em cinco jogos e 13 gols tomados. O Amir Akrout, melhor atacante do plantel, estava no banco. Um absurdo!
Qual foi a receita para fazer o time embalar?
Fiz o óbvio e fui justo com os jogadores, quando você é correto os atletas retribuem em campo. Depois que voltei, ganhamos 6 partidas, sendo 5 consecutivas.
O Stade Tunisien não ganha a Liga há 43 anos, o que separa o clube de potências como Espérance, Étoile du Sahel e o campeão Club Africain?
Esses clubes tem as três maiores torcidas e são os mais bem estruturados. Formam a base da seleção e os investimentos feitos por patrocinadores são consideráveis. Eles também tem um bom trabalho de formação de jogadores e isso facilita o rápido surgimento de talentos na equipe principal.
Então, o clube pode se acomodar como 4ª ou 5ª força da Tunísia?
Não, não. Nesses três anos ganhamos dessas equipes várias vezes, nossa defesa melhorou uma enormidade com a entrada do capixaba Estevão (desde 2005 no clube), vendemos o atacante Akrout pra Alemanha (Freiburg) e tivemos quatro jogadores convocados pra seleção olímpica. Isso não acontecia no clube há 20 anos. Nas últimas três temporadas terminamos em 7º, 6º e 4º. Estamos fazendo história aqui!