Suazilândia: Copa no vizinho

Poucas seleções estão perto da Copa de 2010 como a da Suazilândia, isto porque o país faz fronteira com a África do Sul a organizadora do próximo mundial. Se a quilometragem é baixa para chegar ao vizinho pelo menos o trajeto vai ser longo e com muitos obstáculos. O futebol local ainda está distante do ideal.

Assim como a maioria dos países africanos o futebol se disseminou pelo país com a colonização, neste caso a britânica. Desde o final do século XIX até 1968, ano de sua independência, a Suazilândia sofreu influência do Reino Unido. Cinco anos depois da liberdade o profissionalismo chegou ao esporte número um do país, até então equipes amadoras e regionais disputavam partidas locais.

Ao Rei louvor. Ao povo horror

O campeonato nacional é disputado por 12 equipes e desde 1980 não sofre interrupções. O Mbabane Highlanders é o maior vencedor com 12 conquistas seguido pelo Manzini Wanderers que possui seis. Porém o atual bicho-papão é o Royal Leopards atual tricampeão e base da Sihlangu, apelido da seleção e cujo significado em suázi é algo como: Defensores ou Escudeiros do Rei. O dialeto local e o inglês são os idiomas oficiais.

A monarquia absolutista é a forma de governo e foi instituída pelo Rei Sobhuza II em 1968 e desde a morte do mesmo nos anos 80 os súditos são fiéis ao filho herdeiro Makhosetive que adotou o nome de Rei Mswati III. O governante sofre pressões de órgãos internacionais e da população para a abertura política do país. Toda a concentração de poder tem dificultado a Suazilândia no combate ao vírus HIV. Estima-se que um terço da população contenha a AIDS.

Treinador e atletas já conhecem o destino

O caminho rumo à África do Sul passa primeiramente por Zâmbia e Togo. Estes são os adversários da Suazilândia na primeira fase das Eliminatórias africanas. A Eritréia deveria completar a chave, mas retirou-se. Ficar em primeiro de seu grupo ou entre os oito melhores segundo colocados (Ao todo são 12 grupos) garantem a permanência na estrada.

O motorista da seleção é o sul-africano Ephraim Mashaba, ex-treinador da África do Sul o técnico está no comando da Suazilândia desde maio deste ano quando substituiu o suíço Raoul Savoy. A falta de experiência internacional é o grande desafio. Até hoje o principal torneio disputado pela Suazilândia foi a COSAFA CUP que é uma competição que envolve os países integrantes da região e de menor expressão futebolística.

Dos jogadores da seleção a grande maioria atua em seu próprio país, poucos tiveram oportunidades de jogar por clubes do exterior. Alguns estão na vizinha África do Sul casos de: Tony Tsabedze (meia do Platinum Stars), Sibusiso Dlamini (defensor do Kaizer Chiefs) e Dennis Masina (meia do Supersport United). Masina, 26, já tentou a sorte na Europa. Teve uma breve passagem pelo KV Mechelen da Bélgica e um período de testes no inglês Tottenham Hotspurs.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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