Rubén Sosa: El Principito

Em um futebol que ainda tenta se reerguer depois de anos sem brilhar em competições, o Uruguai tenta se apoiar nos tempos gloriosos do passado, como os anos 20 e 30 ou até o time que conquistou a Copa de 1950, mas tempos recentes também podem ajudar a Celeste a voltar ao que era.

Um dos jogadores que mais brilhou nos últimos anos foi Rubén Sosa. Um dos grandes atacantes de seu país nos anos 80 e 90, “El Principito” soube levar seu futebol a grandes níveis e fez carreira em seu país e na Europa.

Os primeiros passos

Nascido em Montevidéu, Rubén iniciou sua carreira profissional no Danúbio, equipe mediana do futebol uruguaio. Em 1985, deixou o Uruguai para iniciar sua longa passagem no futebol europeu, atuando no Zaragoza, da Espanha. Pelo clube espanhol, ajudou o time a faturar a Copa do Rei em 1986, marcando o gol do título, contra o Barcelona, e atuou ao lado de um dos grandes jogadores da Holanda, Frank Rikjaard.

Depois de deixar a Espanha, este técnico e veloz atacante foi para o futebol italiano em 1988, onde foi atuar pela Lazio, então de volta à elite do calcio. Mesmo sem títulos pelo clube da capital italiana, Sosa foi o principal goleador laziale na época em que passou no clube, com 40 tentos em 124 participações pelo clube.

Sucesso nerazzurri

Em 1992, lá se foi Rubén Sosa deixar a Lazio para ir ao norte da Itália, atuar na Internazionale. De início, ficando na reserva da dupla Dennis Bergkamp e Darko Pancev, o uruguaio desbancou a dupla e terminou sua temporada de estréia com 20 gols. A temporada seguinte foi semelhante, mesmo com o nada honroso 13º lugar que a equipe milanesa conseguiria, e ele marcou 16 gols, sendo novamente o artilheiro da equipe.

Na três temporadas em que defendeu a Inter, Sosa não levou o scudetto para casa, mas conseguiu a conquista da Copa da UEFA, em 1994, batendo o Casino Salzburg (hoje o Red Bull Salzburg), da Áustria, na grande final.

El Principito Bolso

Depois de três temporadas defendendo a Internazionale, Sosa foi para o Borussia Dortmund, onde conquistou o Alemão da temporada 1995/96 e depois rumou de volta para a Espanha, onde atuaria no Logroñés. Em 1997, ele conseguiria realizar o sonho de vestir a camisa do seu time do coração, o Nacional.

De volta ao Uruguai, o atacante foi mostrar toda sua técnica no time bolso, onde conquistou quatro títulos uruguaios e virou ídolo da torcida, da forma como queria, em uma passagem cheia de alegrias e gols.

Em 2002, ele foi para o futebol da China, onde jogou pelo Shanghai Shenhua, e no ano seguinte voltaria ao Nacional, para encerrar a carreira e se tornar assistente técnico da equipe, ganhando dois Uruguaios. Ele ainda jogaria um tempo no Racing Clube de Montevideo, antes de voltar ao Nacional, onde está até hoje.

Alegrias pela seleção

Foi em 1984 que Rubén Sosa estreou pela seleção. Seu primeiro título pela seleção foi a Copa América de 1987. Em 1989, foi o vice-artilheiro daquela edição da Copa América, com quatro gols (ao lado do venezuelano Maldonado e dois atrás do artilheiro Bebeto), ajudando a Celeste a ser vice do torneio.

Seu segundo e último título pelo Uruguai foi a Copa América em 1995, batendo o Brasil na final. Sosa não marcou gol, mas esteve presente nos jogos da equipe na competição. Ele ainda disputou a Copa de 1990, na Itália, onde também não anotou gols.

Foram 19 gols em 46 partidas em sua carreira pela Celeste, que só se encerrou em 1995. Jogando ao lado de Enzo Francescoli, a principal estrelas daquela seleção, ajudou os uruguaios a terem o último brilho de seu time no futebol internacional, que, com ele ajudando os jovens do Nacional, espera-se que volte em breve.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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