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Platini pede criminalização da manipulação de resultados

O presidente da Uefa, Michel Platini, defendeu que os países europeus devem criar leis mais duras contra a manipulação de resultados no futebol em um discurso no conselho europeu, na quarta.

O ex-jogador e atual dirigente descreveu o esquema de manipulação de resultados vinculados a grupos de apostas como a maior ameaça ao esporte e disse que alguns poucos países criaram leis, mas outros precisavam seguir o mesmo caminho.

“O futebol europeu está em perigo e eu acredito que eu poderia até dizer que todo o esporte na Europa está em perigo”, afirmou o dirigente da Uefa. “O crescente número de jogos manipulados ligados a apostas online é alarmante, não respeita qualquer disciplina e nenhum país está salvo”, disse.

“Esses jogos manipulados são orquestrados por organizações criminosas”, ainda afirmou Platini, que elencoou Itália, Portugal, Espanha, Reino Unido, Bulgária e Polônia como alguns dos países que criaram leis para tornar a “fraude esportiva” um crime.

“A criminalização da fraude esportiva ainda está longe de ser generalizada. E esse atalho contribui para a persistência das manipulações de resultados onde as características transnacionais complicam a situação”, disse.

“É por isso que a intervenção do conselho da Europa parece ser necessária hoje. É necessária para encorajar os estados membros a criminalizar a fraude esportiva e encorajar a indispensável cooperação entre as autoridades públicas e esportivas”, pediu Platini no seu discurso. “É uma questão de responsabilidade, uma questão de ética, uma questão de justiça”.

“Futebol de seleções está ameaçado”

 

Platini ainda falou sobre a ameaça de as seleções nacionais perderem espaço. O dirigente pediu que as federações nacionais sigam o exemplo da Espanha, que trata sua seleção como prioridade.

“A existência de seleções nacionais está ameçada. Não é mais garantido que os jogadores estarão disponíveis quando eles forem convocados para as seleções nacionais”, afirmou. “Não deixem as seleções nacionais e os inúmeros benefícios para a sociedade civil serem sacrificados por causa do merchandising”, disse.

“Se um esporte está vivo, então as seleções nacionais estão no seu coração. Um coração cujos batimentos moldam o modelo esportivo europeu, um coração cujo batimento inspira excelência, um coração cujo batimento contribui para o financiamento a longo prazo de esportes desde os níveis mais baixos”, disse ainda o dirigente.

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Equipe Trivela

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