O “tico-tico no fubá” e a “balela” do Barcelona
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Em 1974, Zagallo, que havia feito um trabalho excepcional na seleção brasileira de 1970, referiu-se poucos dias antes do jogo contra a Holanda, pela semifinal da Copa, ao esquema do adversário, grande sensação do Mundial como “tico-tico no fubá”.
Muito tempo depois eu o ouvi dizendo que aquela frase havia sido uma maneira de tentar deslustrar o Holanda, a quem considerava, sim, um grande time. Não acreditei na conversa de Zagallo. Ele há muito tempo assumiu a persona do Pachecão, da amarelinha, do numero 13 essa bobajada toda. Realmente, ele não e interessa pelo que existe fora do país e considera questão de patriotismo considerar a seleção como favorita sempre. Cafu caminha para ser o novo Zagallo. Perguntem a ele se o XV de Caraguatatuba tem chances contra o Real Madrid para ver a resposta….
Eu acho o futebol brasileiro o melhor. Historicamente. Ganhou cinco vezes, foi duas vezes vice e uma vez terceiro. Mas o mundo mudou. Está globalizado e, independentemente disso, o Brasil não está entre as quatro melhores seleções do mundo há dez anos. É preciso abrir os olhos e aprender.
A nova versão do “tico-tico no fubá” vem com Andrés Sanchez, diretor de seleções do Brasil. Vem a público dizer que o trabalho do Barcelona na base é ruim. Que é uma “balela”. Que o Barça não foi nada há seis anos. (Foi campeão da Europa). E que não será nada daqui a seis anos, quando Xavi, Iniesta e Messi estiverem aposentados. (Não é mais lógico pensar que Messi, aos 30 anos estará comandando uma nova geração vencedora?).
Nada contra Andrés criticar o Barça. Ruim mesmo é saber que ele pensa o que fala. Que não tem informação alguma. Que considera André Negão um bom dirigente. E que acha perfeito que um especialista em “gatos” como Marabá deite e role na base do Corinthians, conforme reportou o ótimo repórter Marcus Alves na revista ESPN.
Andrés foi ótimo presidente do Corinthians. Construiu o estádio e foi campeão brasileiro. Para merecer o cargo atual, precisa se abrir para o mundo. E o Mundo hoje reverencia o Barcelona.