O Dia em que Me Tornei… Palmeirense

A série “O Dia em que Me Tornei…” traz pequenas histórias sobre como e quando cada autor começou a torcer pelos grandes clubes de São Paulo. Além das versões sobre o início de cada paixão, a coleção traz dados sobre jogos, grandes craques e alguns fatos curiosos.
Mauro Beting conta a mais bela história de amor por um clube na coleção. É a sua história e a de sua família, principalmente da Vó Albertina. Enquanto a matriarca viveu uma das épocas mais gloriosas do Palmeiras, o adolescente Mauro sofreu muito com o time da rua Turiassu.
A trágica final do Campeonato Paulista de 86 é contada de uma maneira dramática e apaixonante. Relembro para os mais novos, que foi a decisão na qual o Palmeiras – há dez anos na fila sem títulos – perdeu para a Internacional de Limeira em uma noite de agosto de 1986, no frio Morumbi. O hoje jornalista Mauro Beting era um jovem torcedor alviverde atrás do gol onde Kita e Tato deram o primeiro título de um Paulistão a uma equipe do interior, no pior dos fiascos do Palmeiras.
O livro serve como metáfora do amor sofrido. Mesmo dando como certo o título de 86, a derrota não provocou o rompimento do torcedor palmeirense com o clube. É nos momentos de dor que temos certeza do amor que sentimos. Provavelmente sem a intenção, o autor cria outra alegoria, mostrando que não existe distância que atrapalhe uma paixão verdadeira: mesmo afastada dos estádios por problemas de saúde, Vó Albertina sempre foi fiel ao querido Palestra Itália.
Como almanaque, o livro não é tão eficiente, já que há outras obras mais completas sobre o time do Parque Antarctica. Para os leitores mais novos, porém, “O Dia em que Me Tornei… Palmeirense” traz dados e argumentos para as “brigas” de bar ou na escola. Enfim, Mauro Beting consegue trazer alguma informação e contar como se tornou feliz por ser palmeirense.
Autor: Mauro Beting
Ano de Publicação: 2007
96 páginas
Editora: Panda Books



