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Libertadores: destaques, decepções e curiosidades

Trivela preparou para você uma lista de times, jogadores, técnicos e momentos que marcaram esta edição da Copa Libertadores. Confira!

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Os destaques

Blas Pérez
O meia panamenho foi o grande responsável por tornar o Cúcuta a grande surpresa desta edição da Libertadores. Vice-artilheiro da competição com oito gols, ele fez falta no jogo de volta das semifinais contra o Boca Juniors, quando se ausentou da equipe para disputar a Copa Ouro por sua seleção.

Riquelme
Os torcedores do Grêmio nunca se esquecerão de como o argentino derrubou o Tricolor nos dois confrontos da final. O meia do Boca Juniors aproveitou a Libertadores para calar quem ainda duvidava de seu talento. Motivado por voltar a vestir a camisa xeneize, foi o maestro da equipe com sua capacidade para cadenciar o jogo, sua habilidade nas cobranças de falta e na frieza para organizar o time.

Mano Menezes
Ele firmou de vez seu nome entre os melhores treinadores do País ao levar o Grêmio da segunda divisão do Brasileiro para a final da Libertadores. Embora não tenha ficado com a taça, Mano Menezes reergueu o Tricolor gaúcho

Zé Roberto
O Santos deve ao meia seus melhores momentos na competição. Além de ser o cérebro da equipe, Zé Roberto salvou o Peixe com gols decisivos, como os marcados contra Gimnasia y Esgrima e Caracas. Com sete gols, ele foi o artilheiro alvinegro no torneio e foi lembrado por Dunga, que o convocou para a Copa América.

Caracas
Times venezuelanos geralmente são tratados como meros coadjuvantes na Libertadores. Em 2007, o Caracas fugiu à regra e deu um sufoco no Santos, até então o time com a melhor campanha no torneio, nas oitavas-de-final. Após empatar por 2 a 2 no confronto de ida, o Caracas abriu uma vantagem por 2 a 0 em plena Vila Belmiro. O Peixe suou muito para virar, vencer por 3 a 2 e se classificar.

Clubes uruguaios
Sem muita moral por conta das participações pífias nas edições mais recentes do torneio sul-americano, os clubes uruguaios deram a volta por cima em 2007. Defensor e Nacional, os dois representantes do país, chegaram às quartas-de-final, quando se imaginava um predomínio de brasileiros e argentinos nessa fase.

Cúcuta
Quem apostasse no Cúcuta antes do início da Libertadores seria tachado de louco. Afinal, ninguém daria um centavo em um clube colombiano, sem tradição e que fazia sua estréia na competição logo num grupo com Grêmio e Cerro Porteño. Com um estilo ofensivo de jogo, o time só parou nas semifinais, quando caiu diante do Boca em La Bombonera.

Miguel Angel Russo
Se Riquelme foi o astro do Boca Juniors em campo, Russo teve papel fundamental fora dele. O treinador assumiu o comando da equipe quando ela estava em baixa, após perder o título do Apertura em jogo extra contra o Estudiantes. Então, tratou de devolver a alma aos seus jogadores e montou uma equipe equilibrada e raçuda, no melhor estilo argentino. Foi premiado com a taça.

Muslera
O Nacional só chegou às quartas-de-final graças às atuações inspiradas de Fernando Muslera. O goleiro salvou o clube de Montevidéu com grandes defesas, principalmente na vitória por 2 a 0 sobre o Vélez Sarsfield na fase de grupos. A vitória foi decisiva para determinar a classificação da equipe para a fase seguinte. Nas oitavas, ele se destacou novamente contra o Necaxa.

Diversidade
Os 16 clubes classificados para a disputa das oitavas-de-final representavam oito países diferentes (apenas Equador, Peru e Bolívia ficaram fora). Para quem apostava em um domínio de Brasil e Argentina na fase seguinte, a variedade continuou: as oito equipes pertenciam a seis nações distintas.

As decepções

Internacional
O Colorado chegou à Libertadores embalado pela conquista do Mundial de Clubes da Fifa. Atual campeão do torneio, o time gaúcho se descuidou ao não se reforçar devidamente para o torneio em 2007. Resultado: foi eliminado ainda na fase de grupos e, para piorar, viu o arqui-rival Grêmio chegar à decisão.

River Plate
Os Millonarios eram considerados favoritos ao título, ainda mais quando soube que enfrentaria Colo-Colo, Caracas e LDU na fase de grupos. Em campo, no entanto, o River provou ter um time bem fraquinho e conseguiu perder para o Caracas duas vezes. Não à toa, terminou na lanterna de sua chave, viu sua torcida se revoltar contra o péssimo desempenho e ainda foi obrigado a assistir à comemoração do Boca.

São Paulo
O Tricolor paulista não fez jus à fama de ser o clube brasileiro que mais se identifica com a Libertadores. O São Paulo nunca conseguiu empolgar – até a torcida, que costuma lotar o Morumbi em jogos pelo torneio sul-americano, caiu na real e preferiu ficar em casa. Com o empate em casa com o fraco Audax por 2 a 2, acabou em segundo lugar num grupo fácil e foi eliminado pelo Grêmio nas oitavas.

Altitude
O Flamengo fez beicinho por jogar na altitude de Potosi, mas o tal ‘inimigo’ não fez tantas vítimas nesse ano. Dos times localizados ‘nas nuvens’, apenas Toluca e América passaram da fase de grupos. Entretanto, os dois também não duraram muito tempo na competição.

Vanderlei Luxemburgo
Campeão paulista, recordista de títulos brasileiros e considerado o melhor treinador no Brasil no momento, Vanderlei Luxemburgo tinha a chance de finalmente conquistar um dos poucos troféus que faltam em sua estante. Ele só não contava com o gol do Grêmio na Vila Belmiro. Depois da eliminação, o técnico ainda tentou colocar a culpa no juiz em vez de reclamar com quem deixou Diego Souza livre.

Futebol argentino
Tudo bem, o Boca Juniors foi o campeão do torneio. Tirando o clube xeneize, todas as outras equipes argentinas fracassaram de forma retumbante na Libertadores. Banfield, Gimnasia y Esgrima e River Plate caíram na primeira fase; o Vélez Sarsfield deu o azar de pegar o Boca nas oitavas.

Amoroso
Esquecido no Corinthians, o atacante viu a chance de se redimir ao acertar sua transferência para o Grêmio. Contratado para ser a ‘arma secreta’ do Tricolor nos mata-matas, Amoroso decepcionou. Quando deixou o banco de reservas, pouco fez em campo; além disso, foi expulso contra o Defensor e foi suspenso por três jogos. Muito pouco para quem chegou credenciado por sua experiência no São Paulo.

Sessa
O goleiro do Vélez Sarsfield mostrou que pode ser lutador de ultimate fighting quando encerrar sua carreira. No jogo de ida das oitavas contra o Boca Juniors, ele saiu de sua meta para dividir um lance com Palacio. Sessa levantou a perna e deixou as travas de sua chuteira no rosto do adversário. Expulso, acabou suspenso e depois foi dispensado pelo clube.

Juninho Paulista
O jogador azedou o clima no Flamengo. Juninho Paulista cobrou do treinador Ney Franco uma vaga entre os titulares. A chance veio contra o Defensor, no primeiro jogo das oitavas, mas o meia negou fogo e foi substituído no intervalo. Ele tirou satisfações com o técnico e os dois travaram uma ríspida discussão. O jogador perdeu a queda-de-braço e acabou dispensado.

Deportivo Pasto
Está certo, não dava para se esperar muita coisa do pequeno clube colombiano na Libertadores. Só que o Deportivo Pasto caprichou: mesmo com a ‘ajuda’ da altitude, o clube teve o pior desempenho da competição: perdeu seus seis jogos, fez míseros três gols e tomou 14.

Os momentos curiosos que vamos lembrar

– O flamenguista Renato Augusto, à beira do campo, respirando por um balão de oxigênio em Potosí.

– O protesto do Flamengo sobre o jogo na Bolívia e a promessa de nunca mais atuar na altitude.

– O protesto do Flamengo sobre a arbitragem contra o Defensor, com Kléber Leite falando em “conspiração” para livrar o caminho do Boca, que certamente estava com muito medo de cruzar com o rubro-negro.

– A goleada de 7 a 0 do Boca sobre o Bolívar, na última rodada da fase de grupos. Os Xeneizes precisavam vencer por pelo menos três gols de diferença para evitar a eliminação precoce.

– A ‘voadora’ do goleiro Sessa, do Vélez, no rosto do boquense Palacio. Sessa foi suspenso pelo próprio clube e acabaria rescindindo o contrato. Atualmente, joga pelo Barcelona de Guayaquil.

– As ‘quase’ eliminações do Santos contra o Caracas e contra os reservas do América do México, na Vila Belmiro.

– Luxemburgo jogando a culpa no comentarista de arbitragem José Roberto Wright, após a queda santista diante do Grêmio, na semifinal.

– O Inter tornando-se o primeiro atual campeão a ser eliminado logo na fase de grupos do torneio.

– O Audax Italiano arrancando empate por 2 a 2 com o São Paulo, em pleno Morumbi. Se tivesse vencido, o time chileno se classificaria para as oitavas-de-final e eliminaria o Tricolor. Por outro lado, uma vitória do time paulista evitaria o cruzamento contra o Grêmio logo nas oitavas-de-final.

– A grande campanha do Cúcuta, que deixou Toluca e Nacional no caminho antes de cair por pouco contra o Boca.

– O Necaxa anunciando que Romário reforçaria o time na fase eliminatória do torneio. O ‘Baixinho’ preferiu chegar ao ‘gol mil’ em casa mesmo.

– O Necaxa acabando com uma invencibilidade de quase seis meses do São Paulo, vencendo por 2 a 1 em Aguascalientes.

– A novidade no regulamento, que impedia final entre times do mesmo país, forçando mudança de tabela para que Grêmio e Santos, originalmente em chaves diferentes, se enfrentassem na semifinal.

– O duelo de Ricardo LaVolpe, técnico do Vélez Sársfield recém-saido do Boca Juniors, com Miguel Ángel Russo, técnico do Boca recém-saído do Vélez, nas oitavas-de-final.

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Equipe Trivela

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