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Juan: ‘Inexperiência não preocupa’

Com sua inegável vocação ofensiva, muitas vezes o Brasil acabará sacrificando seus defensores. O que pode ser algo perigoso, pois, em 2006, a Seleção vai à Alemanha com apenas um zagueiro com experiência de Mundiais: Lúcio. De qualquer maneira, Juan, titular na equipe de Parreira, diz que isso não é motivo para preocupação. Segundo ele, esse fato perde força já que os jogadores da defesa brasileira compensam isso com outras competições.

‘Podemos não ter disputado uma Copa, mas jogamos diversos jogos em eliminatórias, Copa América e Copa das Confederações’, justifica o zagueiro do Bayer Leverkusen, referindo-se também aos companheiros Cris e Luizão. Além da experiência de disputar várias competições internacionais, Juan diz que o fato de Parreira já tê-lo colocado na condição de titular para a estréia da Copa também ajuda a dar confiança. ‘Não posso me acomodar, mas saber que sou titular dá mais tranqüilidade para trabalhar’, comenta.

Em entrevista exclusiva à Trivela, Juan ainda falou de sua boa fase no Bayer Leverkusen, um dos melhores times no segundo turno da Bundesliga 2005/6. E também elogiou o futebol do colega de clube Nowotny, uma das surpresas da convocação de Klinsmann para a seleção alemã.

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O Parreira já confirmou que você será titular no jogo contra a Croácia. Isso te deixa mais confortável ou aumenta a pressão?
Dá mais tranqüilidade para trabalhar, mas ainda assim tenho que correr muito para fazer por merecer isso. Todos os jogadores sabem que, na Seleção Brasileira, não podemos nos acomodar e temos que mostrar serviço sempre, porque há muita gente boa que pode ocupar sua vaga.

Como você se sente após ser convocado para seu disputar seu primeiro Mundial?
Vestir a camisa da Seleção já é um prazer. Imagino que numa Copa do Mundo seja ainda melhor.

Dos dois zagueiros convocados pelo Parreira, o único que já jogou uma Copa foi o Lúcio. Você acha que a zaga pode sofrer pela inexperiência?
Acho que não, pois nós quatro já jogamos no exterior há bastante tempo em diferentes campeonatos. Podemos não ter disputado uma Copa, mas jogamos diversos jogos nas eliminatórias, jogamos Copa América, Copa das Confederações. Isso não preocupa.

O que muda para você se jogar ao lado do Lúcio, do Luisão e do Cris?
Já joguei um bom tempo com o Lúcio no Bayer Leverkusen e agora também na Seleção, mas me dou bem com todos eles. Normalmente, com o Luisão e com o Lúcio eu jogo mais pela esquerda, enquanto com o Cris eu posso jogar pela direita, mas não tenho preferência por nenhum lado. São todos grandes jogadores e é só uma questão de adaptação.

Depois da adoção do ‘quadrado mágico’, o Parreira deu algum tipo de orientação a respeito de os laterais não subirem tanto?
A orientação básica é a mesma com ou sem ‘quadrado’. O Parreira diz desde sempre que o time tem de atuar de maneira compacta, com todo mundo ajudando a marcação quando o adversário estiver com a bola. Inclusive os laterais.

Na Alemanha, os zagueiros têm alguma liberdade para subir ao ataque, mas quando isso acontece na Seleção, muita gente fica assustada. O Parreira dá algum tipo de instrução para você e seus companheiros de zaga?
Na Seleção a gente tem liberdade também, mas pelo clube a gente precisa mais. Às vezes temos jogadas em que precisamos surpreender e eles precisam da gente vindo de trás. Pelo Brasil isso não é tão necessário, pois temos jogadores muito talentosos.

Você, assim como o Bayer Leverkusen, teve um início de temporada fraco na Bundesliga, mas chegou bem na reta final. Você acha que está no seu melhor momento?
Chego à Copa num momento feliz, muito confiante. No primeiro turno não jogamos o futebol que a gente esperava, mas no segundo fizemos um grande campeonato e fomos uma das equipes que mais pontuaram. Só seria melhor se tivéssemos conquistado o título, mas isso, de novo, ficou com o Bayern de Munique. Mesmo assim, a posição que a gente teve foi surpreendente, ninguém esperava, e nosso futebol foi convincente também.

O quanto pode ser creditado à volta do Nowotny por essa reação?
Ele ajudou muito o Bayer nesse segundo turno, como ajudou nos dez anos em que esteve no clube. É um grande jogador, mas acho que não foi só a entrada dele que ajudou, pois o time todo melhorou de produção. Encontramos a melhor forma de jogar, implantamos um sistema, todo mundo colaborou e fez sua parte bem-feita. Isso facilitou.

Qual a diferença de jogar ao lado dele e ao lado do Roque Júnior?
São dois jogadores de qualidade, ambos muito bons. Para mim, é melhor jogar com o Roque, porque posso falar em português e a gente se entende bem. Com o Nowotny eu perco um pouco na comunicação, mas em compensação ele consegue melhorar o posicionamento da defesa pelo fato de falar alemão com os outros jogadores. Independentemente disso, adapto-me bem ao estilo dos dois.

Você acha que foi merecida a convocação do Nowotny na seleção alemã?
Foi mais do que justa, não tem nem o que questionar. Em boa forma e conseguindo repetir o futebol que ele consegue, ele é um dos melhores zagueiros da seleção alemã.

O Roque Júnior ficou bastante frustrado por não ter sido convocado. Você conversou com ele depois do anúncio da lista final?
Não conversei, pois estou no Brasil e ele na Alemanha. Foi surpresa para mim também. O Roque é um jogador experiente, campeão do mundo. Tenho certeza que vai saber lidar com essa situação.

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Equipe Trivela

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