Fernando Baiano: “Nossa pretensão é ganhar o primeiro jogo”
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Fernando Baiano deixou o futebol brasileiro em 2004, e desde então não tem aparecido muito no noticiário nacional. O Mundial de Clubes será a oportunidade para ele “reaparecer” ao público brasileiro, como o próprio garante.
No Al-Wahda desde o ano passado, o atacante, revelado pelo Corinthians, garante que a equipe tem se preparado bastante para o Mundial de Clubes, mas sabe também dos limites do elenco.
O Al-Wahda estreia no Mundial contra o Hekari, um time semi-profissional da Nova Zelândia. Qual é a sua expectativa para o confronto?
Trabalhamos duro, ficamos até uma semana fora só treinando. Nossa ideia é ganhar o primeiro jogo, e é uma competição completamente diferente de todas que temos jogado. Todos estarão olhando para a competição. Futebol não é fácil nem na pelada com os amigos, é uma mentira danada essa história de que os caras trabalham e treinam. Se eles chegaram no Mundial, é porque foram campeão, não estão lá à toa.
Depois, encara o Seongnam Ilhwa, da Coreia do Sul. Quais são as pretensões do clube na competição?
Como eu disse, nossa pretensão é ganhar o primeiro jogo. Não adianta fazer planos para a final, pensar na Internazionale. Temos que vencer o primeiro jogo, aí a gente vê o que virá pela frente. Mas é a grande chance de mostrarmos para o mundo que temos um time forte.
A saída do Tite pegou todos no clube de surpresa? Quais são as principais diferenças com o novo treinador, o austríaco Josef Hickersberger?
O Tite ficou pouco tempo, nem deu tempo de se adaptar ao estilo dele. Mas é claro que pegou todos no clube de surpresa, porque já estávamos nos acostumando com ele. O Josef estava aqui antes, muita gente não sabe. Ele que montou esse time do Mundial. Não sei a causa pela qual a diretoria demitiu ele. É um treinador muito bom, todos ficaram felizes com seu retorno. Ele conhece muito bem o clube.
E qual é o seu estilo de jogo?
O time vai buscar as vitórias, ele é um treinador ofensivo. Claro que não dá para só atacarmos, até porque acho que nosso time se defende melhor do que ataca. Mas ainda não sabemos como será, porque nessa competição é possível inscrever mais jogadores, então ainda não sei qual time será.
Quem você destacaria no elenco do Al-Wahda, além dos brasileiros Hugo e Magrão?
O Ismail, camisa 10, é um jogador que perdeu um pouco a identidade com o clube, mas a está recuperando. É um jogador que tem a qualidade dos brasileiros. O Al Shehhi também tem muita qualidade, é um ponta direita. Nosso goleiros e defensores também são muito bons.
Por mais que o pensamento do jogador esteja sempre em avançar com a equipe, você sonha com a artilharia da competição?
É um torneio curto, deixo a artilharia em segundo plano. São quatro jogos, não tem muito que sonhar com a artilharia. Meu sonho é marcar gols, que os brasileiros vejam. E entrar para a história de um torneio que nunca vai acabar. Quando eu parar, vou poder olhar para trás e saber que disputei esse campeonato.
Aos 31 anos, acha que uma boa atuação no Mundial ainda pode lhe render uma transferência para a Europa, por exemplo? Ou mesmo para um grande clube brasileiro?
Aquele sonho de moleque de jogar em um grande clube da Europa acabou. Passei cinco ano no futebol europeu e já perdi a identidade. Agora estou bem adaptado aqui nos Emirados, penso em voltar para o Brasil daqui dois ou três anos, até porque já estou há oito fora, é bastante tempo. Tenho ainda um ano de contrato com o Al-Wahda também. Vou jogar o Mundial pelo meu nome e pelo clube.
Qual time é favorito para o título?
Todos falam do Inter de Milão, que ganhou a Liga dos Campeões, é da Europa, mas o Inter ganhou do Barcelona há alguns anos. O favoritismo fica só no papel mesmo, e futebol é aquela coisa, não dá para assinar nada embaixo. Mas se eu não chegar à final, vou torcer pelo Inter.