Espanha parte em busca de título e recordes
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2023%2F04%2FTrivela-Imagem-Padrao.jpg)
Em estado de graça desde a conquista da Eurocopa no ano passado, a Espanha chega à Copa das Confederações com a possibilidade de confirmar seu lugar entre as principais seleções da atualidade. A Furia estreia neste domingo contra a Nova Zelândia, às 15h30 (de Brasília), em Rustenburg, fazendo um autêntico duelo de Davi contra Golias.
O grupo A não prevê grandes desafios para os comandados de Vicente del Bosque, que ainda enfrentarão Iraque e a anfitriã África do Sul. Na semifinal, ao contrário, a possibilidade é de um duelo com Brasil ou Itália, favoritos às vagas no grupo B. Até lá, a equipe vai atrás de recordes.
Del Bosque substituiu Luis Aragonés após a conquista do título europeu, e até o momento só conhece vitórias: foram dez consecutivas, entre amistosos e jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. Nunca antes um técnico de seleção havia começado tão bem: a melhor marca era de João Saldanha, com nove vitórias seguidas em seu início de trabalho com o Brasil, em 1969.
A Espanha defende ainda uma série invicta de 32 partidas, iniciada em fevereiro de 2007. A última delas foi a goleada de 6 a 0 sobre o Azerbaijão, no amistoso da última terça-feira em Baku. Caso termine o grupo sem derrotas, igualará o recorde de 35 jogos estabelecido pelo Brasil entre dezembro de 1993 e janeiro de 1996.
No elenco para a Copa das Confederações, estão 16 dos 23 campeões europeus no ano passado. Dois ausentes estavam entre os titulares: os meio-campistas Andrés Iniesta e Marcos Senna, ambos vetados por lesões.
Antes da estreia, o zagueiro Carles Puyol afirmou que os recordes devem ser consequência das vitórias: “Não nos importamos tanto com marcas. Jogamos para vencer, e se quebrarmos recordes ao mesmo tempo, melhor. Conquistamos o rótulo de favoritos, mas temos de dar um passo por vez. Queremos manter a confiança alta, mas temos de continuar trabalhando duro”.
Kiwis de olho em 2010
A Nova Zelândia enxergou na saída da Austrália para a Confederação Asiática a possibilidade de se aproximar de sua primeira Copa do Mundo desde 1982, justamente na Espanha. A primeira parte do trabalho, que era vencer as Eliminatórias da Oceania, já foi feita. Agora, a equipe aguarda a definição do quinto colocado da Ásia para saber quem enfrentará na repescagem.
A Copa das Confederações é vista como uma importante etapa de amadurecimento para o time de Ricki Herbert, que durante a semana deu um susto na campeã mundial Itália. Os All Whites perderam o amistoso por 4 a 3, mas estiveram por três vezes à frente do placar.
O atacante Chris Killen, autor de dois gols contra a Azzurra, falou sobre a importância de pensar alto: “Todos sabem da oportunidade que com jogo como este oferece. Um bom resultado contra a seleção número um do mundo nos colocaria no mapa, algo que queremos há tempos. Não podemos ficar felizes apenas em sermos os melhores da Oceania”.
Leia mais: