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El Clásico Centroamericano

São as únicas seleções da América Central que disputaram mais de uma edição de Copa do Mundo: Costa Rica e El Salvador. Ambas se enfrentam nesta quarta-feira (20/08) na abertura do Grupo 3 das Eliminatórias da CONCACAF (Confederação das Américas Central, do Norte e do Caribe) para o Mundial de 2010 na África do Sul. Para falar do confronto batemos um papo com o atacante costarriquenho Álvaro Saborio, do Sion, da Suíça.

Qual avaliação você faz das seleções na Concacaf na atualidade?
Existem muitos atuando fora do continente e em boas ligas, então, já não há tanta diferença entre as seleções daqui. O México sofreu para vencer Belize no primeiro jogo da fase anterior e Trinidad & Tobago, que é uma das mais fortes do Caribe, perdeu a primeira para Bermuda na etapa anterior também. Nosso primeiro adversário foi Granada, que evoluiu muito, me surpreendeu bastante.

Quais são os campos com atmosferas mais hostis para se jogar na zona Concacaf?
Todos porque são jogos onde tudo conta, cada erro se paga muito caro, por isso não tem um estádio que eu possa destacar como mais difícil que outro.

Sente que a Costa Rica está mais forte do que em 2006?
Estamos numa etapa onde muitos jogadores que eram importantes estão deixando a seleção e isso se tem um preço. Os que chegam e os que permaneceram tem que manter o mesmo nível e até superá-los.

Agora vocês estão com Rodrigo Kenton, mas quais as diferenças entre os treinadores anteriores, Alexandre Guimarães e Hernan Medford?
São ambos muito bons. ‘Guima’ é um pouco mais calmo. Assistindo e estando nas partidas sinto que Hernan vive o jogo da sua maneira, que é muito particular. São dois dos melhores técnicos costarriquenhos na atualidade.

Sobre o seu clube, o Sion, da Suíça. Como é estar num plantel com jogadores de 16 nacionalidades?
É incrível estar com tantas pessoas de diferentes países que te fazem aprender sobre suas culturas. Me dou bem com todos, principalmente com quatro deles: Álvaro Dominguez (Colômbia), Kali (Angola), Beto (Brasil) e Paíto (Moçambique).

O meia-atacante Hakan Yakin foi eleito melhor jogador da temporada 2007/8 na Suíça. Foi justo?
Sim, foi o jogador que fez a diferença durante a temporada.

Nos últimos anos Zurich e Basel tem ganhado as edições da Liga Suíça. O que você destacaria nesses clubes?
Eles tem bons jogadores, bons estádios, estabilidade no plantel e a ambição de sempre querer conquistar títulos.

Ivan Zamorano emigrou muito cedo para Suíça e com seus gols e sucesso conseguiu abrir as portas para os jogadores chilenos na Europa. Acha que pode fazer o mesmo pela Costa Rica?
Espero que meu bom trabalho faça os clubes europeus olharem a Costa Rica como um mercado que podem investir com confiança em jogadores que podem render bem em qualquer liga. Gostaria de ver mais costarriquenhos atuando nas grandes ligas, para dar visibilidade ao nosso futebol.

O que representou para o Deportivo Saprissa e o futebol da Costa Rica, aquela participação no Mundial interclubes de 2005?
Foi uma grande alegria para todos estar em um Mundial de Clubes. Jogar contra grandes jogadores que quase não temos a oportunidade de enfrentar foi magnífico!

Te impressionou o Liverpool de Steven Gerrard, que eliminou vocês nas semifinais?
Sim, toda a equipe era muito inteligente e cada um sabia exatamente o que fazer em campo.
 

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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