E agora, Mancini?

Em sua chegada ao Manchester City, Roberto Mancini percebeu que teria a difícil tarefa de lidar com a insatisfação de parte do grupo de jogadores com a saída de Mark Hughes. Entre as manifestações a favor de Hughes, a mais veemente foi a de Craig Bellamy, que vinha se destacando sob o comando do compatriota.

No jogo de estreia, contra o Stoke, Bellamy começou no banco. O italiano optou por uma formação 4-2-3-1, com Robinho, Ireland e Petrov no suporte a Tevez. A contribuição do brasileiro para o resultado de 2 a 0 foi um chute torto que permitiu a Petrov abrir o placar. Fora isso, mais uma atuação decepcionante.

Quando Bellamy foi chamado para substituir Robinho aos 25 minutos do segundo tempo, o estádio aplaudiu de pé – produzindo uma cena constrangedora, com o ex-santista agradecendo como se os aplausos fossem para ele.

Mancini elogiou Robinho em sua chegada ao City, mas era difícil imaginar algo diferente. O problema será administrar a situação nos próximos jogos. Alguns analistas, como Phil McNulty, da BBC, consideram que o técnico terá de fazer não apenas a escolha entre qual dos dois será titular, mas qual deles ficará no clube após a janela de transferências de janeiro.

O Barcelona – não só a diretoria, mas também parte do elenco – já rejeitou a hipótese de contratar Robinho. Bellamy, por sua vez, hoje é um ídolo dos torcedores e mais importante para a equipe. Vendê-lo causaria reações fortes. O mais óbvio seria a saída de Robinho, mas para que isso aconteça agora, provavelmente será necessário tomar um belo prejuízo em relação aos € 40 milhões gastos em 2008.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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