Colônia: Gol? O que é isso?

O grito de gol, para a torcida do Colônia, é uma realidade distante. Para ser mais preciso, há 689 minutos de bola rolando. É isso aí: o time do coração dos cerca de 27 mil torcedores do principal time da cidade homônima não marca gols há mais de sete partidas.

O último deles foi marcado em 24 de novembro do ano passado, na vitória por 2 a 1 sobre o também candidato ao rebaixamento St. Pauli (o que você poderia esperar de um time que passa sete jogos sem marcar?). O mais curioso é que nenhum desses dois tentos foi marcado por um atacante – um foi marcado pelo zagueiro Zellweger e o outro pelo meia Sinkala.

Se o torcedor quiser se lembrar do último gol marcado em casa pelo time, terá de aumentar 90 minutos ao tempo de sofrimento, já que ele foi marcado uma semana antes, na derrota para o Leverkusen por 2 a 1. Kurth foi o responsável pela 'proeza'.

Para complicar ainda mais a situação – e para você ter uma breve idéia do buraco em que o time se afunda -, o clube investiu € 4 milhões na contratação de dois… atacantes. Parece que para nada…

O rebaixamento já é uma realidade. Resta saber apenas se o Colônia vai bater algum tipo de recorde negativo com essas estatísticas…

Passado de glórias…

O Colônia nasceu da fusão de duas equipes da cidade, o Fusion Kölner BC 01 e o Sülz 07, logo após o final da Segunda Guerra Mundial, em fevereiro de 1948. A idéia do presidente do novo clube, Franz Kremer, era fazer da cidade, a quarta maior da Alemanha, um clube do porte do Real Madrid.

O projeto deu certo. Pouco antes de completar um ano de fundação, o time já comemorava seu primeiro título – o de campeão do Médio Reno. O torneio nem sequer existe mais, mas serviu de incentivo para o jovem escrete. Na primeira edição do campeonato alemão, em 1960, o Colônia chegou à final, mas perdeu para o Harburg.

Dois anos depois, porém, a sorte veio para o time de Kremer. Com uma goleada por 4 a 0 sobre o Nuremberg, conquistou o título alemão. Esse feito foi repetido dois anos depois e em 1978.

Essa foi justamente a melhor fase do Colônia, quando a equipe somou seis de seus principais títulos – três campeonatos alemães e três copas da Alemanha.

… presente, nem tanto

A boa fase do clube chegou ao fim no início da década de 80. O último título que entrou em sua sala de troféus foi o da Copa da Alemanha de 1983, quando o time era comandado pelo holandês Rinus Mitchels.

A diretoria que assumiu o Colônia na segunda metade dessa década foi a responsável pelo início do fim. Em 87, sem maiores motivos, mandou embora um dos maiores ídolos da história do clube, o goleiro Toni Schumacher. A torcida ficou furiosa, mas pouco pôde fazer.

Com alguma dificuldade, o time até que se manteve entre os principais do país.

No início da década de 90, porém, o Colônia assinou de vez seu atestado de óbito. Depois de montar um dos melhores esquadrões da história do clube, o treinador daquela época, o promissor e revolucionário Christoph Daum – hoje afastado do futebol alemão por seu envolvimento com drogas – foi demitido. Mais uma vez sem explicações. Junto com ele foram quatro das grandes revelações do futebol nacional: Jurgen Kohler, Pierre Littbarski, Thomas Hässler e Flemming Povlsen.

Os cofres do clube e a torcida, porém, nem sequer viram a cor dos US$ 6 milhões ganhos na negociação deles com o futebol italiano.

A crise aumentou e, na temporada 98/9, teve como conseqüência seu rebaixamento para a 2. Bundesliga. O Colônia até que voltou para a Primeira Divisão – em 2000 -, mas escreve com todas as letras que quer voltar para a Segundona.

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