Chelsea chega a decisão inédita na LC

O Chelsea está na final da Liga dos Campeões pela primeira vez na história. Nesta quarta-feira, os Blues venceram o Liverpool por 3 a 2, em Stamford Bridge. A partida só foi definida na prorrogação, depois de empate por 1 a 1 no tempo normal, repetindo o placar do jogo de ida.
O time dirigido por Avram Grant vai enfrentar o Manchester United na final, dia 21 de maio, em Moscou. Era a terceira semifinal contra o Liverpool em quatro temporadas, e nas outras duas, em 2005 e 2007, o time de Anfield havia levado a melhor.
Didier Drogba colocou o Chelsea em vantagem no primeiro tempo, mas o Liverpool empatou na etapa final com Fernando Torres. Na prorrogação, um gol de pênalti de Frank Lampard e o segundo de Drogba levaram o placar a 3 a 1, e os visitantes só conseguiram assustar no final com o holandês Ryan Babel.
O Chelsea contava com a volta de Michael Essien, fora do jogo de ida por suspensão, à lateral-direita. O meia Frank Lampard, que não jogou no fim de semana contra o Manchester United após o falecimento de sua mãe na última quinta-feira, também foi escalado pelo técnico Avram Grant.
No Liverpool, a surpresa foi a escalação do meia israelense Yossi Benayoun. Rafa Benítez optou por deixar Babel no banco de reservas.
Logo aos 5 minutos, o Chelsea deu trabalho ao goleiro Pepe Reina. Drogba arriscou um chute de longe, traiçoeiro por causa do campo molhado pela chuva, e obrigou o espanhol a fazer boa defesa no canto esquerdo, colocando para escanteio.
A primeira oportunidade do Liverpool chegou aos 10 minutos, em um contra-ataque. Steven Gerrard encontrou Torres na área, mas o goleiro Petr Cech saiu bem para tirar o ângulo do atacante adversário e impedir o gol.
Drogba chegou perto novamente aos 19 minutos, quando recebeu de Lampard e acertou um chute cruzado que passou rente à trave. Pouco depois, o Liverpool perdeu o zagueiro Martin Skrtel, que saiu sentindo o joelho e deu lugar a Sami Hyypiä.
Reina voltou a ser testado aos 26 minutos, dependendo de soco um chute alto de Michael Ballack de fora da área.
Aos 33 minutos, o Chelsea abriu o placar. Lampard passou para Salomon Kalou, que cortou Hyypiä e bateu colocado no canto esquerdo. Reina deu rebote e Drogba chegou mais rápido que os adversários para acertar uma bomba de pé direito e fazer 1 a 0.
Ballack poderia ter feito o segundo do Chelsea aos 42, em cobrança de falta, mas a bola saiu por pouco à direita do gol.
Os dois times voltaram sem alterações para a segunda etapa. Cech fez grande defesa aos 3 minutos, defendendo com o pé um desvio de Dirk Kuyt na área após escorada de cabeça de Gerrard.
O Liverpool deixou tudo igual aos 19 minutos. Benayoun, que até então tinha atuação discreta, fez grande jogada individual e se livrou de dois adversários antes de passar para Torres, que tocou na saída de Cech.
Grant respondeu com a entrada de Florent Malouda no lugar de Kalou. Aos 33 minutos, Benayoun foi substituído por Jermaine Pennant. O tempo normal se concluiu sem novos lances de perigo, e a partida foi para a prorrogação.
O Chelsea voltou com Nicolas Anelka no lugar de Joe Cole. Os Blues se mostraram mais inteiros no tempo extra e chegaram a colocar a bola nas redes aos 5 minutos, quando Essien acertou um chute forte no rebote de um escanteio. No entanto, a arbitragem anulou por considerar que três jogadores em posição de impedimento atrapalhavam a visão de Reina.
O gol que deu nova vantagem ao Chelsea saiu aos 8 minutos, quando Hyypia vacilou na entrada da área e cometeu pênalti claro em Ballack. Lampard assumiu a responsabilidade pela cobrança e colocou no canto esquerdo, enquanto Reina caía para o lado oposto: Chelsea 2 a 1.
Logo em seguida, Benítez retirou Torres de campo para a entrada de Babel. Aos 15 minutos, antes do intervalo na prorrogação, o Chelsea fez o terceiro. Anelka recebeu de Malouda e cruzou da direita para Drogba, que se antecipou à marcação de Carragher e concluiu para as redes.
Na segunda parte, o Chelsea parecia administrar tranqüilamente a vantagem, mas a tensão se estabeleceu a quatro minutos do fim, quando Babel arriscou de longe e surpreendeu Cech, que rebateu a bola na direção das próprias redes. Andriy Shevchenko substituiu Lampard, para os Blues ganharem tempo, e os Reds não voltaram a ameaçar.


