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Brasil atropela Honduras e agora chega ao seu desafio de verdade: a medalha de ouro

O primeiro jogo do Brasil no futebol masculino no Maracanã nestes Jogos Olímpicos foi um massacre. A Seleção contou com um pouco de sorte, teve competência e viu o seu time exercer o favoritismo contra Honduras e golear. Os 6 a 0 vieram com uma grande facilidade e graças a uma ótima atuação do ataque e a sorte de um gol que saiu no primeiro lance do jogo. Com o jogo da semifinal vencido, agora o Brasil terá o seu maior desafio: a disputa da medalha de ouro no sábado, às 17h30. E terá pela frente um algoz, seja quem vier: a Nigéria, que eliminou o Brasil na Olimpíada de Atlanta-1996, ou a Alemanha, protagonista do maior vexame brasileiro, o 7 a 1 na semifinal da Copa de 2014.

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Neymar e Gabriel Jesus foram os grandes destaques do time, que trocou passes e explorou bem os espaços dados pelos hondurenhos. Aliás, o time da América Central usou uma fórmula parecida com os adversários brasileiros das quartas de final, a Colômbia: muitas, muitas faltas. Foi um festival de pegadas duras nos brasileiros, que, assim como no jogo contra a Colômbia, mantiveram a postura e não caíram na provocação.

Um gol com 15 segundos de jogo é sempre uma vantagem muito grande, ainda mais jogando às 13h em pleno Rio de Janeiro. Foi o que aconteceu. A bola mal tinha rolado, Palacios errou na saída de bola e Neymar tomou a bola, dividiu com o goleiro e a bola entrou. Com isso, Honduras perdeu a chance de só se defender e jogar no erro do Brasil. Ainda mais porque as coisas se complicaram ainda mais minutos depois. Luan recebeu livre em lançamento dentro da área, mas desperdiçou ao jogar em cima do goleiro.

Apareceu então o artilheiro do Campeonato Brasileiro. Aos 26 minutos, Luan fez o lançamento na esquerda para Gabriel Jesus nas costas da defesa. O atacante do Palmeiras chegou inteiro na bola e tocou de biquinho, tirando do goleiro, para marcar 2 a 0. O terceiro gol viria aos 35 minutos. Desta vez, foi Neymar quem fez o lançamento para Gabriel Jesus nas costas da defesa. O camisa 11 avançou, de novo da esquerda para o meio, e fuzilou o goleiro Luis López com um chute no alto: 3 a 0. Nos dois lances, o camisa 11 do Brasil mostrou excelente capacidade de remate a gol, algo que se tornou uma característica ao longo desde um ano e meio como profissional no Palmeiras.

Logo no começo do segundo tempo, Luan teve uma grande chance, frente a frente com o goleiro, mas desperdiçou. Não demorou, porém, para o quarto gol sair. Escanteio cobrado para a área, a defesa deixou Marquinhos livre. O zagueiro ainda dominou errado, mas finalizou forte para balançar a rede.

Rogério Micale aproveitou o placar tranquilo para fazer substituições. Tirou Rodrigo Caio, com um cartão amarelo, para colocar Luan, zagueiro do Vasco. Depois, tirou Gabriel Jesus para colocar Felipe Anderson. Por fim, sacou Renato Augusto para colocar Rafinha. Rodou o time e descansou alguns dos seus jogadores.

Com espaço e muita tranquilidade, o Brasil passou a ter contra-ataques muito perigosos. Foi em um desses que veio o quinto gol. Aos 35 minutos, Gabigol arrancou pelo meio, tocou para Felipe Anderson, que passou pelo adversário e tocou para o meio onde Luan, sozinho, tocou para as redes.

Parecia o fim, mas o Brasil tinha mais um guardado. Já nos acréscimos do jogo, Luan foi derrubado na área e o árbitro marcou pênalti. Neymar cobrou com categoria e fechou a conta: 6 a 0.

A vitória por goleada dá muita confiança ao time, porque o início foi muito ruim. O time sofreu muito com África do Sul e Iraque, melhorou contra a Dinamarca e soube fazer um bom jogo contra um adversário mais difícil, a Colômbia, mesmo com os colombianos batendo acima da média. Contra Honduras, uma situação similar ao jogo anterior: um gol cedo contra um adversário que bateu muito. A partir daí, fez valer a sua qualidade, algo que não aconteceu tantas vezes antes.

Crescer no momento decisivo é muito importante e o time fez isso. Há méritos de Rogério Micale em corrigir os erros do time, até porque muitos deles eram do próprio técnico. A entrada de Luan e Walace ajudou o time a se tornar mais consistente e mais perigoso também. Não foi teimoso, o que já é algo a se ressaltar. O time vem evoluindo ao longo das fases decisivas e chega à final para tentar fazer o seu melhor jogo.

Os adversários eram fracos e, por isso, a cobrança era muito forte para o Brasil jogar mais e melhor. Jogou. Os 6 a 0 foram o que se espera de um time que era tão favorito antes do torneio. Agora, chega ao seu grande desafio no Rio 2016. Gabriel Jesus, Neymar e Luan foram destaques na semifinal. Gabigol, mesmo abaixo dos companheiros, mostrou ao menos muita disposição. Ainda falta melhorar em outros aspectos.

A final, seja contra Alemanha, seja contra a Nigéria, tende a ser um jogo muito mais difícil do que foi até aqui. Nenhum dos adversários brasileiros era tão forte quanto será o adversário da final. Por isso, o Brasil precisa jogar em alto nível para, enfim, conseguir a medalha de ouro olímpica. O Macaranã aguardará ansiosamente para ser o palco novamente de um grande momento. Chegou a hora de fazer valer o favoritismo.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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