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Barcelona heróico: vaga na final aos 47 do 2º

Foi aos 47 minutos do segundo tempo. Andrés Iniesta acertou um disparo de fora da área e classificou o Barcelona para a final da Liga dos Campeões com um empate por 1 a 1 diante do Chelsea, em Stamford Bridge. O resultado garantiu o time de Josep Guardiola na decisão de 27 de maio, contra o Manchester United, no estádio Olímpico de Roma.

O Chelsea havia saído na frente com um gol de Michael Essien e estava muito próximo de chegar à segunda final consecutiva, mas o gol de Iniesta deixou o Barcelona em vantagem no confronto pela regra dos gols fora de casa. O time de Josep Guardiola jogava com um homem a menos desde os 20 minutos do segundo tempo, quando Eric Abidal foi expulso.

Campeão em 1992 e 2006, o Barça buscará seu terceiro título europeu, tentando evitar o quarto do Manchester United – time pelo qual foi eliminado nas semifinais da última temporada.

O jogo

Na ausência de Carles Puyol, suspenso, e Rafa Márquez, machucado, Guardiola escalou Yaya Touré na zaga do Barcelona ao lado de Gerard Piqué. O técnico ainda teve de mexer no ataque, porque Thierry Henry não se recuperou da contusão sofrida na goleada de 6 a 2 sobre o Real Madrid. Andrés Iniesta foi adiantado para compor o trio de 0frente com Samuel Eto'o e Lionel Messi. As duas vagas abertas no meio-campo ficaram com Sergio Busquets e Seydou Keita.

O Chelsea também começou com modificações em relação ao primeiro jogo. Ashley Cole, retornando de suspensão, começou na lateral-esquerda, e o português Bosingwa retornou à direita no lugar de Branislav Ivanovic, que voltou ao banco de reservas. Para dar mais força ofensiva ao time, Hiddink escalou Nicolas Anelka na vaga do volante nigeriano John Obi Mikel, dando ao francês a missão de atacar pelo lado direito – fazendo a mesma função de Florent Malouda pela esquerda.

O placar foi aberto na primeira ocasião clara da partida, aos 9 minutos, com uma finalização inspirada de Essien. A tentativa de cruzamento de Frank Lampard esbarrou em Touré, e na sobra o volante ganense acertou um sem-pulo de pé esquerdo que não deu chances a Victor Valdés, tocando no travessão antes de cruzar a linha.

Até sofrer o gol, o Barça vinha controlando a posse de bola, sem conseguir ameaçar a meta de Petr Cech. Depois da vantagem, o Chelsea escancarou a opção de esperar na defesa em busca de um contra-ataque, e poderia ter chegado ao segundo gol aos 22 minutos, quando Lampard foi lançado e Valdés teve de sair da área para afastar com os pés.

Aos 26, os Blues reclamaram de pênalti por um puxão de camisa de Abidal em Didier Drogba na área, mas o árbitro norueguês Tom Henning Ovrebo mandou o lance prosseguir. O primeiro cartão amarelo da partida, aos 30 minutos, foi para Daniel Alves, por usar o cotovelo em uma disputa de bola pelo alto com Ashley Cole. O brasileiro está fora da decisão.

O bom trabalho de marcação do Chelsea se manteve até o fim do primeiro tempo, e o Barcelona foi para o intervalo sem dar um chute na direção do gol.

Na segunda etapa, os donos da casa desperdiçaram uma grande oportunidade aos sete minutos. Drogba recebeu livre de Anelka na área, cortou a tentativa de carrinho de Piqué e ficou apenas com Valdés para bater, mas chutou em cima do goleiro.

A situação do Barcelona ficou ainda mais complicada aos 20 minutos, quando Abidal foi expulso em uma decisão polêmica do árbitro. Ovrebo apontou falta ao enxergar um toque do lateral em Anelka, com o atacante na direção do gol, e expulsou o jogador blaugrana.

Drogba, sentindo dores, foi substituído por Belletti aos 26 minutos, deixando clara a intenção de Hiddink de proteger a vantagem mínima. Aos 31, Alex cometeu falta dura em Messi e levou um cartão amarelo que o deixaria suspenso para a final, caso o time se classificasse. Pouco depois, nova reclamação do Chelsea, desta vez por um toque de mão de Piqué na área em jogada com Anelka. Ovrebo nada assinalou.

A desvantagem numérica tirou um pouco da intensidade da pressão do Barcelona, e a dificuldade do time em empenhar Cech se mantinha, em parte pela falta de pontaria nas finalizações. Em uma tentativa desesperada, a cinco minutos do final, Guardiola trocou Busquets pelo jovem atacante Bojan Krkic.

Quanto as esperanças pareciam terminar, Messi rolou para Andrés Iniesta soltar uma bomba no ângulo esquerdo e decretar a classificação do Barcelona. Cech terminou o jogo sem fazer uma defesa – mas quem riu por último foram os catalães.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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