Atestado de Incompetência

Desde a emboscada ao ônibus que levava a seleção de Togo para Angola, no dia 8 de janeiro, a organização da Copa Africana de Nações tem passado por testes. E, na maioria, tem sido reprovada.
A começar pela infeliz declaração de que a culpa do incidente com os togoleses foi da direção da seleção, que preferiu viajar de ônibus, ao invés de fazer o deslocamento de avião, como todas as outras delegações fizeram.
Depois disso, erros nas escalações oficias dos times para cada jogo, numeração equivocada, insistência em fazer partidas em Cabinda. Enfim, um erro atrás do outro. Sempre com o Comitê Organizador dando poucas (ou nenhuma) satisfação aos torcedores e à imprensa.
Nessa quinta-feira, a decisão de não aprovar a entrada dos torcedores da Argélia e do Egito no país para assistir ao jogo semifinal entre as equipes demonstra bem a incapacidade e o despreparo da organização do torneio.
É fato que o jogo em questão tem tudo para ser problemático e todo cuidado é pouco para diminuir o ímpeto de briga que envolve argelinos e egípcios. Mas proibir que os torcedores das seleções entrem no país está longe de ser a melhor decisão. A organização do torneio tem de garantir segurança para os torcedores. Mas os fãs tem de estar no estádio, torcendo. Essa é a principal razão de ser do futebol. E, nessa CAN, os estádios estão quase sempre com público abaixo do esperado.



