As promessas do banco de reservas
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2023%2F04%2FTrivela-Imagem-Padrao.jpg)
Torcedores e dirigentes estão sempre de olho no surgimento de novos craques, seja para reforçar o time ou para encher o bolso, dependendo do caso. Mas raramente alguém procura saber quais são os novos treinadores. Se o cara não tem um pistolão ou se não é um mito num determinado clube, raramente consegue uma chance que não seja num time desconhecido. Mas sem eles, a gente tem de conviver com as mesmas pranchetas e os mesmos ternos de sempre.
Hoje, a Trivela traz para você uma lista de dez nomes que aparecem ou estão aparecendo nos cenários domésticos europeus. Alguns deles você já deve conhecer, como o croata Bilic, ou lembrar deles jogando bola, como o ex-goleiro Preud’Homme ou o genial Laudrup. Mas tem mais gente do que isso.
Na Trivela, a gente tem sempre uma coisa em mente: tentar antecipar ao leitor interessado quais as tendências e o que deve acontecer no futuro, apontando detalhes despercebidos do que já está rolando. Nem todos os nomes aqui virarão um Rinus Michels, mas quem sabe um deles não acaba caindo no seu time? Daí você já tem uma idéia do que ele fez.
Marco Giampaolo
02/03/1967, Bellinzona-SUI
Carreira: Pescara, Giulianova, Treviso, Ascoli, Cagliari
Clube Atual: Siena-ITA
Giampaolo chamou a atenção da imprensa italiana quando conseguiu manter o Ascoli na Série A, em 2005, com um time cheio de desconhecidos ou refugos (Fini, Foggia, Parola). Conseguiu um 12o lugar e um convite para trabalhar em Cagliari e foi cotado para a Inter de Milão. Lá, brigas com a diretoria fizeram com que fosse despedido e recontratado. Na segunda demissão jurou de pé junto não voltar à Sardenha. Excelente na parte tática, tem grande talento em explorar virtudes individuais de jogadores menos dotados. No Siena, terá um elenco interessante e uma diretoria mais razoável para poder trabalhar a longo prazo.
Rudi Garcia
20/02/1964, Nemours-FRA
Carreira: Corbeil-Essones, Saint-Etiénne, Dijon, Le Mans
Clube Atual: Lille-FRA
Já são 14 anos desde a sua estréia no Corbeil-Essones, mas só depois da excelente campanha do Le Mans (um 9o lugar). Só que Garcia já tinha conseguido uma promoção imediata do Dijon para a D2 e uma passagem razoável pelo Saint-Etiénne, onde começou como preparador físico, mas foi “promovido” a assistente de Robert Nouzaret e depois de John Toshack. Conseguiu também chegar às semifinais da Copa da França com um time para lá de modesto.
Fred Rutten
05/12/1962, Wijchen-HOL
Carreira: FC Twente
Clube atual: Schalke 04
Provavelmente, Rutten foi o protagonista da campanha mais surpreendente na temporada, levando o pequeno Twente à Liga dos Campeões, mesmo passando pelo poderoso Ajax nos playoffs finais. O feito lhe valeu um convite para dirigir o Schalke 04 e o prêmio Rinus Michels, dado ao melhor treinador da temporada na Holanda. Antes do Twente, trabalhou como técnico de divisões de base do clube e também do PSV.
Unai Emery
03/11/1971, Hondarribia-ESP
Carreira: Lorca Deportiva, Almería
Clube atual: Valencia-ESP
O basco teve a campanha mais inesperada da Espanha, conduzindo o Almería a uma permanência tranqüila na primeira divisão. Ganhou o prêmio Miguel Muñoz, dado pelo jornal Marca ao melhor treinador da temporada na Espanha. Chamou a atenção dos times grandes e acabou contratado pelo Valencia onde não terá vida fácil: o time enfrenta séria crise financeira e deve perder seus melhores jogadores para a temporada.
Bülent Uygun
01/08/1971, Sakarya-TUR
Carreira e clube atual: Sivasspor-TUR
Pouca gente acreditava quando, no meio da temporada passada, o time que lutava contra o Fenerbahçe pela liderança do Campeonato Turco era o Sivasspor, pequeno time turco que nunca fez nada além de vencer a segunda divisão. Como jogador, não foi além de uma passagem mediana pelo Fenerbahçe e 11 participações pela seleção turca. Se destacou na última temporada e preferiu se manter em Sivas para ir além da vaga européia que seu time conseguiu.
Jürgen Klopp
16/06/1967, Stuttgart-ALE
Carreira: Mainz
Clube atual: Borussia Dortmund-ALE
Técnico do Mainz nos últimos oito anos (clube no qual também atuou em mais de 350 partidas), Klopp fez campanhas memoráveis e até conseguiu uma vaga na Copa Uefa há duas temporadas, sendo eliminado pelo Sevilla (que viria a ser o campeão). Também comentarista do canal público alemão ZDF, Klopp assume nesta temporada o Borussia Dortmund, onde começou com uma excelente partida na Supercopa Alemã, no Westfalenstadion.
Michel Preud’Homme
24/01/1959, Ougree-BEL
Carreira: Standard Liége
Clube atual: La Gantoise-BEL
Um dos maiores goleiros da história do futebol moderno, Preud’Homme iniciou tarde na carreira de treinador. Depois de se aposentar em 1999, ficou no Standard Liége como dirigente durante vários anos, até que resolveu assumir o comando do time, depois de tantas experiências ruins. No seu segundo ano de carreira, sagrou-se campeão e deixou o clube, seguindo para a vizinha Ghent.
Michael Laudrup
15/06/1964, Copenhagen-DIN
Carreira: Brondby e Getafe-ESP
Clube atual: sem clube
Um dos maiores jogadores das décadas de 80 e 90, Laudrup pode se gabar de ter passado por clubes como Juventus, Barcelona, Real Madrid e Ajax. Começou como técnico auxiliando o Morten Olsen (seu companheiro na grande seleção dinamarquesa de 1986). Quando iniciou seu vôo solo, no Brondby, fez uma pequena revolução, reformulando o elenco, privilegiando jovens talentos. Em quatro anos, ganhou a copa duas vezes, venceu um título nacional e um vice. Na Espanha (Getafe) onde conseguiu uma campanha assombrosa na Copa Uefa, perdendo nos acréscimos para o Bayern de Munique.
Gertjan Verbeek
01/08/1962, Deventer-HOL
Carreira: Heracles, Heerenveen
Clube atual: Feyenoord-HOL
Responsável pelas excelentes campanhas do Heerenveen nas últimas temporadas, Verbeek revelou inúmeros jogadores como Klaas-Jan Huntelaar e Afonso Alves, vendidos pelo clube por quase €30 milhões. Verbeek trabalha a tática, mas prioriza a apuração da técnica e do fundamento dos jogadores e é a enésima aposta do centenário Feyenoord para voltar a dominar o cenário holandês.
Slaven Bilic
11/09/1968, Split-CRO
Carreira: Hajduk Split, Croácia Sub-21
Cargo atual: Croácia
Slaven Bilic é uma figura pitoresca: tem tatuagens, toca guitarra e não tem medo de meter a boca quando não está satisfeito. Obrigado a parar de jogar cedo por causa de uma lesão (fez parte da geração de Boban e Prosineckina Croácia semifinalista da Copa de 1998), trabalhou toda uma nova geração da Croácia que começou a dar resultados na Euro 2008 com nomes como Modric, Pranjic e Niko Kranjcar.