Aplicado, Chelsea segura empate no Camp Nou

O Chelsea conseguiu um bom resultado na partida de ida das semifinais da Liga dos Campeões. Contra o Barcelona, nesta quarta, no Camp Nou, a equipe de Guus Hiddink ancorou-se em aplicação na marcação, o que foi fundamental para segurar os ataques dos Culés e garantir um empate sem gols. Agora, na partida de volta, na próxima quarta, em Stamford Bridge, os Blues garantem vaga em sua segunda final consecutiva de LC com vitória simples. Porém, qualquer empate com gols dará a vaga aos espanhois.
Os donos da casa – com uma dupla de zaga diferente, tendo Piqué na vaga de Puyol, no banco – poderiam ter trazido perigo logo no primeiro minuto de partida quando Eto’o, pela direita, cabeceou, e a bola passou na frente do gol. Porém, o árbitro alemão Wolfgang Stark já marcara impedimento. Pouco depois, aos três minutos, de fora da área, Lampard chutou, e ela saiu pela esquerda.
Aos poucos, o estilo mais fechado da defesa dos Blues foi se impondo, e as chances agudas de gol rarearam. O ataque da equipe inglesa também não criava muito, e as oportunidades esparsas eram do Barcelona, na maioria. Aos 19 minutos, após tabela com Henry, que fez o pivô na entrada da área, Messi arriscou, e a bola passou pela esquerda do gol de Cech. Nove minutos depois, foi a vez de Xavi mandar, de média distância, também errando.
Todavia, o jogo ganhou em emoção nos quinze minutos finais da primeira etapa. Aos 33, Henry recebeu a bola em um contra-ataque, mas não viu Eto’o, livre, e chutou nas mãos de Cech. Mas foi o Chelsea a ter a melhor chance até então, aos 38: aproveitando erro de Rafa Márquez na saída de bola, Drogba invadiu a área e tocou, para a defesa de Victor Valdés, que saíra bem do gol. No rebote, o marfinense chutou e o goleiro dos Blaugranas defendeu novamente.
Já no segundo minuto do 2º tempo, o Chelsea teve uma jogada de perigo, em bola parada: Drogba cobrou falta, da esquerda, e Ballack desviou de cabeça, para fora. Na sequência, o Barcelona teve dois azares, um definitivo. Um minuto após susto com Henry, que ficou desacordado após choque de sua cabeça com o ombro de Alex, Rafa Márquez torceu o joelho sozinho e saiu de campo chorando, dando lugar a Puyol.
Recuperado do baque, o Barça voltou a atacar. Aos 12 minutos, Daniel Alves aproveitou bola alta lançada, na entrada da área, mas não conseguiu dominar e Cech defendeu. Quatro minutos depois, novamente o lateral brasileiro atacou, vindo pela direita, e chuta, já na grande área, para boa defesa do goleiro do Chelsea. E, aos 22, Daniel apareceu novamente, cobrando falta que passou rente ao travessão, chegando a balançar a parte de cima das redes.
Mas a melhor chance do time da casa, e talvez do jogo, veio aos 24 minutos. Eto’o recebeu a bola livre, na intermediária, conseguiu vencer na corrida, chegou à área, cortou Alex e chutou, para boa defesa de Cech, que desviou com os pés para a linha de fundo. Cinco minutos depois, Puyol levou amarelo, o que o deixou suspenso para a partida de volta.
Aos poucos, o ânimo barcelonista foi diminuindo, mas a equipe prosseguiu atacando. Aos 35, Iniesta entrou na área, pela esquerda, e chutou, quase sem ângulo, mas Cech espalmou. Aos 44, Daniel Alves, da direita, cruzou na cabeça de Bojan. O servo-espanhol, que entrara na vaga de Eto’o, desviou para fora, livre. Finalmente, aos 48, Hleb, outro substituto (entrou na vaga de Henry), chegou pela esquerda, na área, e tocou, mas Cech, comprovando boa atuação, evitou o gol, praticamente garantindo o empate.


