Andrade, a “Maravilha Negra”
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Melhor jogador da 1º Copa do Mundo, em 1930 no Uruguai, Andrade, foi o primeiro grande negro na história do futebol. Segundo uma votação da revista francesa “France Football” para designar o melhor futebolista de todos os tempos, Andrade ficou em sexto lugar.
Jogador de baixa estatura (1,50m), era bem versátil. Jogava como lateral, volante e meia, todos pelo lado direito. Era conhecido por desarmar os adversários de maneira limpa e por arrancadas de seu campo à meta adversária. Não era um goleador, mas tinha uma visão de jogo perfeita – o que diria Jose Pedro Cea, atacante, um dos artilheiros da época.
José Leandro Andrade era uruguaio. Foi o cérebro dos times uruguaios campeões olímpicos de 1924, em Paris, e em 28, em Amsterdã. Daí que surgiu o nome de Celeste Olímpica. Andrade assombrou a Europa naquela década. A imprensa européia, principalmente à francesa, colocou o apelido de “Maravilha Negra”. De acordo com a imprensa, nos jogos de Paris, Andrade, juntamente com Cea, Nasazzi (capitão) e Petrone, eram os artistas da bola e eles treinavam os dribles correndo atrás de galinhas enlouquecidas.
“Maravilha Negra” começou a carreira – de fato – atuando pelo Bella Vista, onde venceu os nacionais de 22 e 24, e a Copa América de 23 e 24. Transferiu para o Nacional. Jogou lá por cinco anos. Passou por Peñarol e outros times de menor expressão. Encerrou a carreira em 1935. Pela seleção, disputou 43 jogos (33 oficiais – quatro na Copa de 30, cinco na olimpíada de 24 e quatro na de 28) e marcou apenas um gol. Perdeu apenas três jogos com a camisa celeste.
Seu sobrinho, Victor Rodríguez Andrade, foi campeão mundial com o Uruguai, em 1950. O escritor uruguaio Jorge Chagas escreveu “Gloria e tormento: A historia de José Leandro Andrade”, em 2003, em homenagem o jogador. Avesso à fama, acabou seus dias na miséria total. Morreu em outubro de 1957, em conseqüência de graves problemas pulmonares.