A luta pela hegemonia na Concacaf
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Mais sobre a Copa Ouro
A história do torneio
Como foram as eliminatórias
Começa neste dia 6 de junho a nona edição da Copa Ouro, o torneio de seleções da Concacaf. Pela primeira vez disputada sem participantes convidados de outras confederações, a competição será realizada nos Estados Unidos. Os anfitriões, junto com o México, despontam como grandes favoritos. Mas, entre os coadjuvantes, há algumas equipes que podem surpreender.
Confira abaixo um balanços sobre os três grupos e cada uma das 12 seleções participantes.
GRUPO A
O grupo A será disputado no Orange Bowl, em Miami, pelas seleções de Canadá, Costa Rica, Guadalupe e Haiti. A partida entre Canadá e Costa Rica abre a competição nesta quarta-feira, dia 6 de junho, e marca o encontro das equipes mais tradicionais da chave. No entanto, o Haiti aponta como possível surpresa e Guadalupe, equipe que nem é filiada à Fifa, tem a liderança de um francês famoso na década passada e surge como grande incógnita.
Canadá
O título da Copa Ouro em 2000 parecia um indício de crescimento do Canadá no cenário continental, mas os fracassos nas eliminatórias das Copas do Mundo de 2002 e 2006 mostraram que não era bem assim. Para piorar, o técnico Frank Yallop deixou o cargo no meio do ano passado para assumir o Los Angeles Galaxy, deixando no meio o trabalho de renovação que havia sido proposto. Para seu lugar foi anunciado o auxiliar Stephen Hart, que ficará apenas até a julho, quando os canadenses organizarão o Mundial sub-20. Depois do torneio, Dale Mitchell, técnico da sub-20 assume a equipe adulta. A indefinição no comando fez com que a preparação fosse precária. Este ano, foram apenas dois amistosos: uma vitória por 3 a 0 sobre a fraca seleção de Bermuda, em março, e um empate por 2 a 2 com a Venezuela, no início de junho. Ainda assim, os canadenses contam com alguns jogadores de destaque, que podem usar sua experiência para levar a seleção a fases mais adiantadas do torneio. Os principais nomes são os dos meias Paul Stalteri, do Tottenham Hotspur, e Julian De Guzmán, do Deportivo de La Coruña. Dwayne DeRosario, atacante do Houston Dynamo, é a esperança de gols.
Nome da federação: Canadian Soccer Association
Como chegou: classificado automaticamente
Participações na Copa Ouro: 7 (1991, 1993, 1996, 2000, 2002, 2003, 2005)
Melhor resultado: campeão (2000)
Presença em Copas do Mundo: 1 (1986)
Ranking da Fifa: 94º
Técnico: Stephen Hart (interino)
Elenco
Goleiros: Robert Giacomi (Beveren/BEL), Greg Sutton (Toronto FC) e Joshua Wagenaar (Den Haag/HOL)
Defensores: Adam Braz (Toronto FC), Ali Gerba (Horsens/DIN), Gabriel Gervais (Montreal Impact), Andrew Hainault (Siad Most/TCH), Chris Pozniak (Toronto FC) e Marco Reda (Toronto FC)
Meio-campistas: Patrice Bernier (Tromso/NOR), Julian de Guzmán (Deportivo La Coruña/ESP), Richard Hastings (Inverness/ESC), Kevin Harmse (Los Angeles Galaxy/EUA), Iain Hume (Leicester/ING), Atiba Hutchinson (Kobenhavn/DIN), Ante Jazic (Los Angeles Galaxy/EUA), Nik Ledgerwood (Munique 1860/ALE), Issey Nakajima-Farran (Vejle/DIN), Martin Nash (Vancouver Whitecaps), Antonio Ribeiro (Montreal Impact) e Paul Stalteri (Tottenham/ING)
Atacantes: Dwayne DeRosario (Houston Dynamo/EUA) e Robert Friend (Heerenveen/HOL)
Costa Rica
A Costa Rica tem, entre os 23 inscritos, 11 remanescentes do time que disputou a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, e um outro que esteve no Mundial de 2002: o atacante Rolando Fonseca, artilheiro da história da seleção com 47 gols. Sinal da experiência e estabilidade do trabalho entre os Ticos, considerados a terceira força do continente e favoritos ao primeiro lugar no grupo. O técnico da equipe também é figura conhecida no cenário internacional. Hernán Medford foi às Copas do Mundo de 1990 e 2002 como jogador e levou o Deportivo Saprissa ao título da Copa dos Campeões da Concacaf e à disputa do Mundial de Clubes da Fifa em 2005 como treinador. Na seleção desde outubro do ano passado, ele tem procurado implementar seu esquema de jogo favorito, o 3-5-2.
Nome da federação: Federación Costarricense de Fútbol
Como chegou: campeã da Copa das Nações da Uncaf
Participações na Copa Ouro: 7 (1991, 1993, 1998, 2000, 2002, 2003, 2005)
Melhor resultado: vice-campeã (2002)
Presença em Copas do Mundo: 3 (1990, 2002 e 2006)
Ranking da Fifa: 52º
Técnico: Hernán Medford
Elenco
Goleiros: Wardy Alfaro (Alajuelense), Dexter Lewis (Pérez Zeledón) e José Francisco Porras (Saprissa)
Defensores: Allan Aleman (Saprissa), Gabriel Badilla (Saprissa), Pablo Chinchilla (Rheindorf Altach/AUT), Victor Cordero (Saprissa), Jervis Drummond (Saprissa), José Freddy Fernández (Pérez Zeledón), Leonardo González (Herediano), Alonso Solís (Saprissa), Michael Umaña (Herediano) e Harold Wallace (Alajuelense)
Meio-campistas: Randall Azofeifa (La Gontoise/BEL), Michael Barrantes (Puntarenas), Christan Bolaños (Saprissa), Walter Centeno (Saprissa), Andrés Núñez (Saprissa) e Rodolfo Rodríguez (Brujas)
Atacantes: Rolando Fonseca (Alajuelense), Windell Gabriel (Pérez Zeledón), Bryan Ruiz (La Gantoise/BEL) e Alvaro Saborío (Sion/SUI).
Guadalupe
A seleção de Guadalupe é uma interrogação enorme. A ilha de colonização francesa faz sua estréia na competição e não tem filiação à Fifa. Essa segunda condição, aliás, cria uma situação inusitada. Como não existe para a Fifa, o território francês tem permissão para utilizar jogadores que já atuaram por outras seleções. O principal caso é o do veterano Jocelyn Angloma, que defendeu a França por 36 vezes. Aos 41 anos, ex-lateral de Paris Saint-Germain, Internazionale, Valencia e Olympique de Marselha desistiu da aposentadoria para se transformar no armador de Guadalupe, participando de maneira decisiva para a classificação da equipe. O técnico Roger Salnot ainda conta com jogadores em atividade no futebol europeu, como o defensor David Sommeil, do Sheffield United, o goleiro Franck Grandel e o atacante Loïc Loval, ambos do Utrecht. Mesmo com essa ajuda vinda da Europa, a simples participação de Guadalupe já é motivo de alegria para seus torcedores e qualquer ponto conquistado será considerado lucro.
Nome da federação: Ligue Guadeloupéenne de Football
Como chegou: quarto lugar na Copa das Nações do Caribe
Participações na Copa Ouro: estréia na competição
Melhor resultado: estreante
Presenças em Copas do Mundo: nenhuma
Ranking da Fifa: não é filiada à entidade
Técnico: Roger Salnot
Elenco
Goleiros: Marius Fausta (Evolucas), Franck Grandel (Utrecht/HOL) e Fabrice Mercury (Moulien)
Defensores: Miguel Comminges (Reims/FRA), Philippe Durpes (Romorantin/FRA), David Fleurival (Tours/FRA), David Sommeil (Sheffield United/ING), Michael Tacalfred (Dijon/FRA) e Alain Vertot (Etoile de Morne-à-l'Eau)
Meio-campistas: Jocelyn Angloma (Etoile de Morne-à-l'Eau), Stéphane Auvray (Vannes/FRA), Lery Hannany (Racing), Jean Luc Lambourde (Amical), Dominique Mocka (Vieux-Habitants), Marving Onestas (Jeunesse Evolution), Ludovic Quistin (Tamworth/ING) e Constant Therezine (Gosier)
Atacantes: Aurélien Capoue (Nantes/FRA), Cédrick Fiston (AJSS), Ludovic Gotin (Moulien), Loïc Loval (Utrecht/HOL), Fabien Raddas (Poissy/FRA) e Richard Socrier (Brest/FRA).
Haiti
Apesar da pobreza de seu país, o futebol haitiano tem conseguido se organizar um pouco e obter recursos financeiros que ajudem no crescimento da seleção. A Fifa ajuda com o Projeto Gol, que permitiu a construção de um centro de treinamento para a federação. Além disso, uma empresa de telefonia européia patrocina o campeonato nacional, que consegue caminhar com pernas próprias depois de vários anos em dificuldade. A seleção colhe esses frutos. O Haiti surpreendeu ao se classificar com o título da Copa das Nações do Caribe, vencendo a seleção anfitriã de Trinidad e Tobago na final. Em seis amistosos de preparação, o Haiti sofreu apenas uma derrota, para Trinidad e Tobago. Venceu Panamá, El Salvador e Honduras, seleções que pode encontrar pelo caminho nas fases seguintes, e empatou com o Chile. No último jogo, venceu São Vicente e Granadinas por 3 a 0. Na Copa Ouro, arrancar um ponto nos jogos contra Canadá e Costa Rica pode ser fundamental na briga pela classificação para as quartas-de-final – neste caso, repetiria a melhor campanha do país na competição, em 2002.
Nome da federação: Fédération Haïtienne de Football
Como chegou: campeão da Copa das Nações do Caribe
Participações na Copa Ouro: 2 (2000, 2002)
Melhor resultado: quartas-de-final (2002)
Presença em Copas do Mundo: 1 (1974)
Ranking da Fifa: 85º
Técnico: Luis Armelio García (Cuba)
Elenco
Goleiros: Gabart Fenelon (Miami FC/EUA), Peterson Occenat (Violette) e Jonas Simeon (Tempete)
Defensores: Frantz Bertín (Atlético Aviación/ESP), Pierre-Richard Bruny (Don Bosco), Frantz Gilles (Cavaly), Stéphane Guillaume (Miami FC/EUA), Windsor Noncent (sem clube), Jean-Jacques Pierre (Nantes/FRA), Ednerson Raymond (Baltimore de St-Marc) e Olrish Saurel (Don Bosco)
Meio-campistas: Jean Sony Alcenat (Aigle Noir), Michel Boucicaut (Violette), Mones Chery (Racing Club Haïtien), Brunel Fucien (Aigle Noir), Peter Germain (Baltimore de St-Marc), James Marcelin (Racing Club Haïtien), Turlien Romulus (Cavaly), Pierre Roland Saint-Jean (Baltimore de St-Marc) e Alain Vubert (Baltimore de St-Marc)
Atacantes: Cadet Éliphene (Tempete), Noël Fabrice (sem clube) e Ricardo Pierre-Louis (sem clube)
GRUPO B
O grupo B da competição é, teoricamente, uma barbada para os Estados Unidos. Deve haver uma competição forte entre uma Guatemala em ascensão e um time de Trinidad e Tobago completamente reformulado. O selecionado salvadorenho é o que deve ser o saco de pancada. Quem perder pontos para a “Selecta” corre o risco de ficar sem a vaga às quartas-de-final.
Estados Unidos
Dificilmente a representação norte-americana completa irá para a Copa América em uma Venezuela ávida por manifestações anti-Bush. Assim, a Copa Ouro é o torneio mais importante que os Estados Unidos enfrentarão neste ano. Com dedicação especial e torcida a favor, o US Team desponta como favorito para vencer a competição, ao lado apenas do México. Um resultado diferente pode ser complicado para as perspectivas do técnico Bob Bradley, que substitui Bruce Arena. Com diversos jogadores atuando no futebol inglês, o time gira em torno do talento de Landon Donovan, ex-atacante do Bayer Leverkusen, e dos meio-campistas Beasley e Dempsey. Atenção ao defensor Onyewu, cuja carreira européia tem sido bastante consistente. A experiência internacional e a marcação são os pontos fortes do time, que pode sofrer com times com bom toque de bola e com a falta de hábito com os esquemas de Bob Bradley.
Nome da federação: United States Soccer Federation
Como chegou: classificado automaticamente
Participações na Copa Ouro: 8 (1991, 1993, 1996, 1998, 2000, 2002, 2003, 2005)
Melhor resultado: campeão (1991, 2002 e 2005)
Presenças em Copas do Mundo: 7 (1930, 1950, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006)
Ranking da Fifa: 29o
Técnico: Bob Bradley
Elenco
Goleiros: Tim Howard (Everton/ING) e Kasey Keller (Borussia Mönchengladbach/ALE)
Defensores: Carlos Bocanegra (Fulham/ING), Jonathan Bornstein (Chivas USA), Jay DeMerit (Watford/ING), Frankie Hejduk (Columbus Crew), Oguchi Onyewu (Newcastle/ING), Michael Parkhurst (New England Revolution), Frank Simek (Sheffield Wednesday/ING) e Jonathan Spector (West Ham/ING)
Meio-campistas: Clint Dempsey (Fulham/ING), DaMarcus Beasley (Manchester City/ING), Michael Bradley (Herenveen/HOL), Ricardo Clark (Houston Dynamo), Benny Feilhaber (Hamburg/ALE), Justin Mapp (Chicago Fire) e Steve Ralston (New England Revolution)
Atacantes: Landon Donovan (Los Angeles Galaxy), Brian Ching (Houston Dynamo), Eddie Johnson (Kansas City Wizards) e Taylor Twellman (New England Revolution)
El Salvador
Passar das quartas-de-final é o desafio salvadorenho nesta edição da Copa Ouro. O desafio não é simples, visto que o grupo tem dois concorrentes que estiveram na última Copa do Mundo. Para concretizar a tarefa, o técnico mexicano Carlos de los Cobos chamou somente jogadores que atuam no campeonato doméstico, de nível pouco mais que amador. Esse fato diminui muito as perspectivas da “Selecta”, equipe tradicionalmente forte no cenário continental, mas que chega aos Estados Unidos como a considerada mais fraca de seu grupo. Desse modo, as expectativas da torcida são baixas e uma participação sem vexames não deve ser totalmente decepcionante. O goleiro Juanjo Gómez, o armador Quintanilla (ex-DC United) e o atacante Cerritos (ex-Dallas Burn) são os destaques do time.
Nome da Federação: Federación Salvadoreña de Fútbol
Como chegou: quarto lugar na Copa Uncaf
Participações na Copa Ouro: 4 (1996, 1998, 2002, 2003)
Melhor resultado: quartas-de-final (2002 e 2003)
Presenças em Copa do Mundo: 2 (1970 e 1982)
Posição Ranking da Fifa: 144o
Técnico: Carlos de los Cobos (México)
Elenco
Goleiros: Miguel Ángel Montes (Chalatenango), Dagoberto Portillo (Alianza) e Juan José Gómez (Luis Ángel Firpo)
Defensores: Alfredo Alberto Pacheco (FAS), Alexander Escobar (Isidro Metapán), José Mardoqueo Henríquez (FAS), Leonel Guevara (Vista Hermosa), Manuel Alejandro (Luis Ángel Firpo), José Rolando Torres (Águila) e Luis Alonzo Anaya (Águila)
Meio-campistas: José Orlando Martínez (Alianza), Dennos Jonathan Alas (San Salvador), Francisco Jovel Álvarez (Alianza), Vicente Januario Melgar (Chalatenango), Carlos Alberto Menjivar (FAS), Víctor Hugo Merino (Luis Ángel Firpo), Eliseo Quintanilla (San Salvador) e Ramón Alfredo Sánchez (San Salvador)
Atacantes: Juan Alexander Campos (Águila), Ronald Cerritos (San Salvador), César Alexander Larios (FAS) e Julio Enrique Martínez (Isidro Metapán)
Guatemala
O grande astro da seleção guatemalteca na Copa Ouro de 2007 não estará em campo. Não, não se trata de uma ausência por contusão, mas do técnico Hernán Darío Gómez, que ganhou projeção ao levar o Equador à Copa de 2002. Com o colombiano no comando, os “Chapines” esperam poder surpreender adversários mais fortes. O elenco de Gómez é equilibrado, tendo bons nomes na zaga (Melgar), meio-campo (Ramírez) e ataque (Pezzarossi). A ausência mais sentida é a do meio-campista Fredy Thompson (que acabou de trocar o Comunicaciones, base da seleção ‘Azul e Blanco’, pelo Municipal). Para o técnico, o importante é azeitar a seleção para lutar de fato por uma vaga na Copa do Mundo: o verdadeiro objetivo da federação.
Nome da Federação: Federación Nacional de Fútbol de Guatemala
Como chegou: terceiro lugar na Copa Uncaf
Participações na Copa Ouro: 7 (1991, 1996, 1998, 2000, 2002, 2003, 2005)
Melhor resultado: 4o lugar (1996)
Presenças em Copa do Mundo: nunca participou
Ranking da Fifa: 87º
Técnico: Hernán Darío Gómez (Colômbia)
Elenco
Goleiros: Luis Pedro Molina (Jalapa), Paulo César Motta (Municipal) e Ricardo Alberto Trigueño (Marquense)
Defensores: Claudio Albizuris (Municipal), Gustavo Cabrera (Comunicaciones), Yony Flores (Marquense), Nestor Martínez (Marquense), Henry Alexander (Medina) e Pablo Sebastián Melgar (Antofagasta/CHI)
Meio-campistas: José Manuel Contreras (Comunicaciones), Héctor Saul de Mata (Comunicaciones), Carlos Figueroa (Municipal), Rigoberto Gómez (Comunicaciones), Leonel Noriega (Marquense), Carlos Quiñones (Marquense), Guillermo Ramírez (Municipal) e Mario Rodríguez (Municipal)
Atacantes: Jairo Arreola (Comunicaciones), Marvin Tomas Ávila (Suchitepequez), Dwight Pezzarossi (Comunicaciones), Carlos Ruiz (FC Dallas/EUA), Gregory Lester Ruiz (Marquense), Hernan Sandoval (Comunicaciones) e Edwin Villatoro (Municipal)
Trinidad e Tobago
Depois da Copa do Mundo de 2006, a palavra de ordem em Trinidad e Tobago foi renovação. O treinador holandês Leo Beenhaker saiu e deu lugar ao compatriota Wim Rijsbergen, ex-zagueiro na Copa de 1974. No time em si, os Soca Warriors não contam mais com jogadores que atuam na Europa em seus compromissos na Concacaf. Na Copa Ouro 2007, a única exceção é o atacante Darryl Roberts. Desse modo, a seleção trinitária que vai aos Estados Unidos é uma completa incógnita. Com aposentadorias de jogadores fixos como as do zagueiro Dennis Lawrence, do Swansea (de Gales, mas que joga o Campeonato Inglês) e ausências de outros, como Carlos Edwards (Sunderland/ING), Rijsbergen está tentando fazer novos nomes aparecerem. Seu trabalho não será fácil.
Nome da Federação: Trinidad and Tobago Football Federation
Como chegou: vice-campeão da Copa das Nações do Caribe
Participações na Copa Ouro: 6 (1991, 1996, 1998, 2000, 2002, 2005)
Melhor resultado no torneio: semifinais (2000)
Presenças em Copas do Mundo: 1 (2006)
Ranking da Fifa: 67o
Técnico: Wim Rijsbergen (Holanda)
Elenco
Goleiros: Marvin Phillip (North East Stars), Daurance Williams (San Juan Jabloteh) e Jan Michael Williams (W Connection)
Defensores: Dwayne Jack (San Juan Jabloteh), Thomas Nickolson (W Connection), Anthony Noriega (Joe Public), Trent Noel (San Juan Jabloteh), Seon Power (Joe Public), Keyeno Thomas (Joe Public) e Glenton Wolffe (North East Stars)
Meio-campistas: Romauld Aguillera (United Petrotrin), Christon Baptiste (Defence Force), Kerry Baptiste (Joe Public), Keon Daniel (United Petrotrin), Kerwyn Jemmott (Superstar Rangers), Silvio Spann (W Connection) e Densill Theobald (Caledonia AIA)
Atacantes: Gary Glasgow (Joe Public), Errol McFarlane (Superstar Rangers), Kendall Jagdeosingh (North East Stars), Darryl Roberts (Sparta Rotterdam/HOL) e Andre Toussaint (W Connection)
GRUPO C
Com um bicho-papão como o México na chave, complica-se a situação de Honduras, Panamá e Cuba na disputa por um lugar na próxima fase. Em um primeiro momento, poderia se atribuir o favoritismo para Honduras, mas os panamenhos aparecem bem nessa briga. Atuais vice-campeões do torneio, os Canaleros montaram uma equipe promissora e sonham em se estabelecer como uma das forças emergentes da região. Já os cubanos chegam como zebras.
México
Maior campeão do torneio, com quatro títulos, o México chega a esta edição da Copa Ouro como favorito natural à taça. Para isso, El Tri contará com seus jogadores mais importantes considerando que Hugo Sánchez ainda tenta implantar seu trabalho e algumas experiências estão em curso. Até mesmo Rafa Márquez – reservado para a disputa da Copa América – fará parte da equipe, mas só se reunirá com seus companheiros a partir das semifinais devido a compromissos do Barcelona no Campeonato Espanhol. Os atacantes Cuauhtémoc Blanco e Nery Castillo, chamados após um período ausentes da seleção, despontam como os destaques de uma equipe bastante organizada. No gol, Ochoa vem está em melhor fase que o experiente Oswaldo Sánchez e pode pintar como titular. Outro fator positivo é que, no último ano, jogadores como Osorio, Salcido e Pardo ganharam muita experiência internacional de alto nível, algo em falta para todos os países da Concacaf.
Nome da federação: Federación Mexicana de Fútbol
Como chegou: classificado automaticamente
Participações na Copa Ouro: 8 (1991, 1993, 1996, 1998, 2000, 2002, 2003, 2005)
Melhor resultado: campeão (1993, 1996, 1998, 2003)
Presença em Copas do Mundo: 13 (1930, 1950, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1978, 1986, 1994, 1999, 2002, 2006)
Ranking da Fifa: 20º
Técnico: Hugo Sánchez
Elenco
Goleiros: José de Jesús Corona (Tecos), Guillermo Ochoa (América) e Oswaldo Sanchez (Santos Laguna)
Defensores: José Antonio Castro (América), Rafa Márquez (Barcelona/ESP), Jose Jonny Magallón (Guadalajara), Ricardo Osorio (Stuttgart/ALE), Fausto Pinto (Pachuca), Francisco Rodriguez (Guadalajara) e Carlos Salcido (PSV/HOL)
Meio-campistas: Fernando Arce (Morelia), José Andrés Guardado (Atlas), Jaime Lozano (Tigres), Alberto Medina (Guadalajara), Ramón Morales (Guadalajara), Pavel Pardo (Stuttgart/ALE) e Gerardo Torrado (Cruz Azul)
Atacantes: Adolfo Bautista (Guadalajara), Cuauhtémoc Blanco (América), Jared Borgetti (Cruz Azul), Omar Bravo (Guadalajara), Nery Castillo (Olimpiacos/GRE) e José Francisco “Kikín” Fonseca (Tigres)
Honduras
Os hondurenhos chegaram à Copa Ouro com alguma dificuldade e só se classificaram com uma goleada sobre a Nicarágua (9 a 1) nos playoffs. O time deverá sentir no torneio as mesmas dificuldades vividas nas eliminatórias, com uma geração bem mais fraca que a do final da década passada e a ausência de um trabalho com continuidade. Para deixar a situação do treinador Reinaldo Rueda ainda mais preocupante, David Suazo, principal destaque do time, está fora da competição. O atacante do Cagliari está machucado, o que diminuirá demais o poder de fogo da seleção. Assim, a principal esperança é o atacante Carlos Costly, filho de Allan Costly, uma das principais figuras de Honduras em sua única participação em Copas do Mundo, na Espanha em 1982.
Nome da federação: Federación Nacional Autónoma de Fútbol de Honduras
Como chegou: quinto lugar da Copa Uncaf
Participações na Copa Ouro: 7 (1991, 1993, 1996, 1998, 2000, 2003, 2005)
Melhor resultado: vice-campeão (1991)
Presença em Copas do Mundo: 1 (1982)
Ranking da Fifa: 55º
Técnico: Reinaldo Rueda (Colômbia)
Elenco
Goleiros: Donaldo Morales (Motagua), Adalid Puerto (Platense) e Orlín Vallecillo (Real España)
Defensores: Edgar Álvarez (Messina/ITA), Oscar Bonieck García (Olimpia), Jorge Samuel Caballeros (Changchun Yatai/CHN), Maynor Figueroa (Olimpia), Emilio Izaguirre (Motagua) e Erick Vallecilo (Real España)
Meio-campistas: Jorge Aaron Claros (Motagua), Iván Guerrero (Chicago Fire/EUA), Amado Guevara (Chivas USA/EUA), Julio César León (Genoa/ITA), Emil Martínez (Marathon), Sergio Mendoza (Olimpia), Wilson Palacios (Olimpia) e Mario Rodríguez (Real España)
Atacantes: Carlos Costly (Belchatow/POL), Jairo Martínez (Motagua), Walter Martínez (Shanghai Shenhua/CHN), Carlos Oliva (Marathon), Carlos Pavón (Real España), Luis Santamaría (Marathon)
Panamá
Na América Latina, o Panamá é mais respeitado por revelar alguns bons jogadores de beisebol (o principal é Mariano Rivera, lançador do New York Yankees) do que pelo futebol. Mas essa imagem vem mudando nos últimos anos. O Panamá ainda tem poucas participações na Copa Ouro no currículo, mas conquistou o vice-campeonato em 2005 e chega à edição 2007 chamando a atenção dos observadores mais atentos. Os Canaleros estão com a melhor geração de sua história, com nomes como o meia Garcés, do Belenenses, e do zagueiro Baloy, ex-Grêmio. O grande destaque, porém, é o habilidoso e oportunista atacante Blas Pérez, uma das principais figuras do Cúcuta em sua surpreendente campanha na Libertadores. O técnico é o costarriquenho Alexandre Guimarães, que levou a Costa Rica às duas últimas Copas do Mundo.
Nome da federação: Federación Panameña de Fútbol
Como chegou: vice-campeão da Copa Uncaf
Participações na Copa Ouro: 2 (1993, 2005)
Melhor resultado: vice-campeão (2005)
Presença em Copas do Mundo: nunca disputou
Ranking da Fifa: 60º
Técnico: Alexandre Guimarães (Costa Rica)
Elenco
Goleiros: José Calderón (Chepo), Oscar McFarlane (Tauro) e Jaime Penedo (Osasuna/ESP)
Defensores: Reinaldo Anderson (Árabe Unido), Felipe Baloy (América/MEX), Amílcar Henríquez (Árabe Unido), Luis Henríquez (Tauro), Luis Moreno (Independiente Santa Fe/COL), Carlos Rivera (Tauro) e Juan Ramón Solis (Aguila/ELS)
Meio-campistas: Alberto Blanco (Plaza Amador), Rolando Escobar (Tauro), Gabriel Gómez (Independiente Santa Fe/COL), Víctor Herrera (Puerto Rico Islanders/PRI), Engin Mitre (Plaza Amador), Juan Pérez (Tauro) e Ricardo Phillips (San Francisco)
Atacantes: Edwin Aguilar (Tauro), Roberto Brown (Colorado Rapids/EUA), Jose Luis Garcés (Belenenses/POR), Nicolás Muñoz (Aguila/ELS), Blas Pérez (Cúcuta /COL) e Román Torres (Equidad Seguros/COL)
Cuba
Em uma chave com adversários tão complicados, Cuba traça planos modestos para esta edição da Copa Ouro. Sem contar com jogadores experientes (todos atuam em clubes do país e têm pouquíssimo intercâmbio), os cubanos ainda levam outra desvantagem: ao contrário de seus rivais, praticamente não fizeram amistosos contra adversários de bom nível. A equipe viajou para o Chile para se preparar, mas perdeu da seleção local duas vezes – pior, os chilenos estavam sem jogadores que atuam fora do país nos dois encontros – e ganhou de clubes locais por placares modestos. Esses obstáculos impedem uma evolução mais consistente da seleção cubana, que, de fato, melhorou muito nos últimos anos e tem criado dificuldades às forças da Concacaf nos raros encontros ocorridos recentemente. Com poucas perspectivas, a equipe tenta pelo menos lutar pelo terceiro lugar.
Nome da federação: Asociación de Fútbol de Cuba
Como chegou: terceiro lugar na Copa das Nações do Caribe
Participações na Copa Ouro: 4 (1998, 2002, 2003, 2005)
Melhor resultado: quartas-de-final (2003)
Presença em Copas do Mundo: 1 (1938)
Ranking da Fifa: 71º
Técnico: Raúl González
Elenco
Goleiros: Julio Aldama (Matanzas), Odelín Molina (Villa Clara) e Dany Luis Quintero (Cienfuegos)
Defensores: Yusvanys Caballeros (Habana), Jorge Luis Clavelo (Villa Clara), Jaime Colomé (Habana), Joel Colomé (Habana), Leonel Duarte (Ciego de Ávila), Reysander Fernández (Ciego de Ávila), Yenier Márquez (Villa Clara) e Silvio Pedro Miñoso (Villa Clara)
Meio-campistas: Osvaldo Alonso (Pinar del Río), Gisbel Morales (Pinar del Río) e Enrique Villaurrutia (Cienfuegos)
Atacantes: Reynier Alcántara (Pinar del Río), Alain Cervantes (Ciego de Ávila), Pedro Adriani Faife (Villa Clara), Ariel Martínez (Sancti Spíritus), Lester Moré (Ciego de Ávila) e Adonis Ramos (Granma)