Portugal

Jorge Jesus reclama da arbitragem após derrota na Taça de Portugal: “Estamos a brincar ou quê?”

Derrotado pelo Braga na final da Taça, Jorge Jesus reclamou da expulsão de Hélton Leite e criticou escolha do árbitro

O técnico Jorge Jesus estava furioso neste domingo. O seu Benfica foi derrotado pelo Braga na final da Taça de Portugal por 2 a 0. Para o treinador, o que pesou foi a expulsão de Hélton Leite, ainda a 17 minutos de jogo. Ele acredita que o lance deveria ter sido revisado pelo VAR. Mais do que isso, criticou ainda a escolha de Nuno Miguel Serrano Almeida, árbitro veterano de 45 anos.

“Não era assim que queríamos terminar a época mas não conseguimos disputar tanto o jogo como queríamos e éramos capazes. O lance do Helton, o árbitro em campo até podia não ter analisado bem, mas há VAR. Eu já vi várias vezes o lance, de vários ângulos, e não há motivo para expulsão, não há toque no Abel Ruiz, nada! Fez-se bem àquela jogada mas o VAR tinha obrigação de ver, para além de que a bola está a sair da direção da baliza”, bradou o treinador em entrevista à Sport TV.

“Aos 15 minutos, com menos um, num lance… até admito que o árbitro não tenha visto mas o VAR vê, o Helton não toca no Abel Ruiz. No basquetebol era uma falta ofensiva. Lance determinante mas mesmo assim a equipa manteve o equilíbrio. Acabámos por sofrer o gol numa situação fácil nos descontos, numa situação fácil do nosso goleiro, e tudo ficou mais difícil”, continuou.

“Os jogadores ainda assim acreditaram, com menos um, mas no fim, à procura do risco sofremos o segundo gol. Sabíamos que o Braga tem boa equipe mas estávamos a passar bom momento. Com 11 para 11 estaríamos no jogo. Mas assim saímos fora do jogo aos 15 minutos. Mesmo assim a equipa esteve bem”.

Pizzi, jogador do Benfica, também reclamou, até com palavras mais fortes. “Quero dar os parabéns ao Braga pela conquista da Taça de Portugal. Tudo o que vou falar aqui não vai ser a meu favor ou do Benfica. Toda a gente viu o que aconteceu. Um árbitro que estraga o jogo aos 18 minutos. Uma final que ia ser bem disputada, uma final com excelentes jogadores, mas infelizmente três pessoas e o VAR erraram”, afirmou o meio-campista em declarações à TVI24.

Essa é a percepção com que fico em campo. Acabou por estragar uma final da Taça que poderia ser bonita e ainda tem um triste espetáculo no final. Foi uma confusão, mas o que aconteceu reflete o futebol português e o momento que estamos todos a atravessar, que sinceramente é uma vergonha”, defendeu o jogador.

Jorge Jesus fez críticas à escolha do árbitro, especialmente pela forma como foi feita. “Uma final da Taça é um jogo muito importante e nos últimos anos escolhem para as finais os árbitros que vão acabar a carreira ou que poderão fazê-lo. Isto tem de acabar, arbitrar um jogo destes não pode ser um prémio, tem de se escolher o melhor árbitro. Estamos a brincar ou quê?”, questionou, visivelmente irritado.

“O Braga não tem culpa da decisão do árbitro. A final da Taça é para ser apitada pelo melhor e não para premiar o árbitro em fim de carreira. Isto tem de acabar, é para apitar o melhor. É uma derrota pesada e deixa-nos tristes. Acreditávamos que íamos ganhar esta final e fomos postos fora do jogo aos 17 minutos. mas o Braga soube aproveitar”, acrescentou.

Jorge Jesus admitiu que a temporada foi ruim e que a vitória na taça seria uma forma de amenizar isso. “Só não era tão perdida se ganhássemos. Mas esta final poderíamos ter ganho. Sentíamos que tínhamos capacidade para o fazer mas o impacto é teres perdido a final, nada na minha cabeça muda”, afirmou.

O Benfica terminou o Campeonato Português em terceiro lugar, classificado à fase preliminar da Champions League. Ficou muito longe da disputa pelo título e perdeu a última chance de título. E em uma temporada que gastou com reforços importantes. Isso sem falar na eliminação precoce, ainda nas fases preliminares da Champions League para o PAOK, da Grécia, e depois uma campanha ruim na Liga Europa, eliminado na Liga Europa na fase de 16-avos de final, diante do Arsenal.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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